Fiscalização coordenada pelo MP-Procon autua oito estabelecimentos por irregularidades, em Monteiro

Oito, dos nove estabelecimentos comerciais fiscalizados nesta terça-feira (28) na cidade de Monteiro foram autuados por algum tipo de irregularidade. A ação, coordenada pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa, em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, teve como objetivo verificar a regularidade das atividades em bancos, supermercados e lojas do comércio local. Ao todo, dez autuações foram emitidas pelas equipes de fiscalização.

Resultados

O MP-Procon emitiu sete autos de infração durante a operação. Entre as irregularidades encontradas nos estabelecimentos estavam produtos vencidos, descumprimento de normas de segurança no abastecimento, ausência de informação de prazo de validade, além de produtos sem preços, sem higienização e, no caso de agências bancárias, ausência de assentos especiais para pessoas obesas e de terminal de autoatendimento para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. As equipes também identificaram falta de alvará de funcionamento e do telefone do Procon  em alguns locais.

Já o Corpo de Bombeiros contabilizou três autuações, relativas à ausência de certificação e à necessidade de adequação no projeto, com vistas à segurança.

Não houve registro de interdições de estabelecimentos durante a fiscalização desta terça-feira. Entre todos os locais visitados, apenas uma agência bancária não apresentou irregularidades, sendo notificada como adequada aos requisitos verificados.

A operação integra as ações de rotina dos órgãos de controle para garantir o cumprimento das normas de defesa do consumidor e de segurança contra incêndio e pânico. O trabalho conjunto entre as instituições visa assegurar que o comércio e as instituições financeiras operem dentro da legalidade, protegendo tanto os direitos dos clientes quanto a segurança das instalações frequentadas pelo público.

O diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa, enfatizou o caráter preventivo e protetivo da ação: “O Ministério Público, por meio do MP-Procon, deu início hoje, em Monteiro, a uma operação pautada na legalidade e na proteção do consumidor. As autuações estão sendo realizadas com base técnica e jurídica, de forma objetiva, visando garantir o cumprimento da legislação e a regularidade das atividades fiscalizadas”, afirmou.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB