Famílias da Paraíba poderão fazer videochamadas com parentes presos

Famílias da Paraíba poderão fazer videochamadas com parentes preso. Um convênio na ordem de R$ 1,5 milhão assinado pela Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) implantará o projeto no sistema prisional paraibano a partir do segundo semestre de 2020.

Além da visita virtual, também será executado o Acesso Efetivo à Dignidade e à Justiça (Porta de Entrada). A assinatura eletrônica que formalizou o convênio entre os dois órgãos aconteceu no último dia 27 de dezembro.

Por meio do projeto Visita Virtual, pessoas privadas de liberdade em todos os presídios estaduais e algumas cadeias públicas da Paraíba poderão conversar com familiares e amigos através de videoconferência.

A defensora pública Aline Sales explica que muitas vezes, mesmo morando no mesmo Estado, famílias de reeducandos não têm condições econômicas para percorrer longas distâncias e visitar parentes presos em outras cidades. “A ferramenta beneficia os privados de liberdade e suas famílias, fortalecendo os vínculos afetivos”, destacou.

Para realizar as visitas, os parentes ou demais interessados devem ir até o Núcleo da DPE mais próximo munidos da documentação necessária para o cadastro da visita social. Depois da aprovação, os encontros virtuais serão agendados e, no dia determinado, o familiar ou amigo irá até o Núcleo da DPE para participar da videochamada com o ente, que estará no estabelecimento prisional.

As visitas virtuais já existem em âmbito Federal desde 2010, por meio de uma parceria entre a Defensoria Pública da União (DPU) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A Paraíba foi pioneira em provocar o Depen para implementar o projeto no âmbito estadual.

Porta de entrada 

Já no projeto “Acesso Efetivo à Dignidade e à Justiça (Porta de Entrada)”, uma equipe da DPE-PB vai traçar um perfil do cidadão privado de liberdade no momento de sua entrada no estabelecimento penal, averiguando quais as necessidades de assistência jurídica, de saúde física e psicológica, entre outras. O projeto é de autoria da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) e será replicado na Paraíba.

Após o mapeamento, a defensora pública Aline Sales explica que “os encaminhamentos necessários serão feitos de modo que, assim, a Defensoria vai prestar um serviço mais eficiente, pois as demandas chegarão para os defensores públicos com um cenário de necessidades e direitos já traçado”, afirma.

Mais PB

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online