Ex-prefeito do Congo acusado de ordenar despesas não autorizadas por lei é absolvido por falta de provas

Em sentença proferida pelo Grupo de Trabalho da Meta 4 no âmbito do Judiciário estadual paraibano, o juiz Sivanildo Torres Ferreira absolveu o ex-prefeito do Município do Congo, Romualdo Antônio Quirino de Sousa, acusado de, no exercício de 2011, ter ordenado despesas não autorizadas por lei. O magistrado entendeu que as provas constantes nos autos não foram suficientes para apontar a existência de uma conduta criminosa.

Conforme o Processo nº 0000347-88.2016.815.0451, o então prefeito ordenou pagamento de gratificação de produtividade a dois servidores públicos municipais, cujo valor variava de R$ 100 a R$ 200. A inicial aponta, também, que o Estatuto dos Servidores Públicos do Município do Congo prevê, em seu artigo 85, o pagamento de várias gratificações, entre as quais não se encontra a de produtividade.

Ao ser notificado, o acusado afirmou que se tratou de erro técnico na alimentação do banco de dados e que os servidores não recebiam gratificação por produtividade, mas, de atividade especial, prevista no artigo 92, da Lei Municipal nº 08/2005, bem como horas extraordinárias, em decorrência de suas funções de eletricista. O réu explicou, ainda, que os servidores ficavam à disposição para sanar quaisquer problemas que surgissem nas edificações e prédios públicos municipais da área urbana, pela implantação e manutenção da rede elétrica rural, além de responsáveis pela equipe de vigilantes do município.

Ao apreciar os autos, o magistrado asseverou que a prova era insuficiente, pois os valores pagos aos funcionários se deram em razão de atividades especiais realizadas por eles e, quando da digitação da nomenclatura da gratificação, houve um erro.

O juiz explicou que, nos termos do Decreto-Lei nº 201/67, os crimes definidos são dolosos e se tornam puníveis quando o prefeito busca, intencionalmente, o resultado, ou assume o risco de produzi-lo, além de ser importante investigar se o agente atuou em prol do interesse público ou para satisfazer interesse pessoal ou de terceiro. “No caso concreto, a ausência de prova inequívoca do elemento subjetivo do tipo impede, também aqui, a condenação”, concluiu.

Meta 4 – Priorizar o julgamento dos processos relativos a crimes contra a administração pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais (STJ, Justiça Estadual, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e Justiça Militar da União e dos Estados).

Da decisão cabe recurso.

Ascom TJPB

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online