Ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho é absolvida em caso de peculato; veja o documento

A ex-prefeita de Santo André, Silvana Fernandes Marinho, foi absolvida das acusações de peculato pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. O processo, registrado sob o número 0801033-16.2021.8.15.0631, foi julgado pela Vara Única de Juazeirinho e abordou a alegação de desvio de recursos públicos.

A ação penal, movida pelo Ministério Público do Estado da Paraíba, imputava a ex-gestora o crime de peculato por não ter repassado valores descontados em folha de pagamento de servidores municipais ao Banco Gerador S.A. entre fevereiro de 2015 e junho de 2016. O valor total em questão era de R$ 43.570,00, incluindo juros.

Segundo a denúncia, o município firmou um convênio com o banco para concessão de empréstimos consignados. Silvana, na condição de prefeita, era responsável pelo repasse desses valores. No entanto, alegou-se que os valores não foram transferidos como acordado. A ex-prefeita, no entanto, assinou um termo de confissão de dívida e uma nota promissória como garantia.

Durante o processo, a defesa argumentou que o não repasse dos valores não visava proveito próprio ou alheio, mas foi motivado por dificuldades financeiras do município, que usou os recursos para outras obrigações, como pagamento ao INSS. A sentença destacou que não houve comprovação de que Silvana tivesse a intenção de desviar os recursos para interesses pessoais ou de terceiros.

O juiz responsável pelo caso, Ivna Mozart Bezerra Soares, determinou a absolvição da ex-prefeita Silvana Marinho com base na ausência de provas suficientes para comprovar a intenção de desvio do dinheiro, conforme o artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. A decisão também ressalta que o uso dos recursos desviados foi para fins administrativos, beneficiando a própria administração municipal.

Não houve condenação em custas e o processo foi arquivado após a decisão. A absolvição de Silvana Marinho marca o fim de um longo processo judicial sobre o alegado desvio de recursos públicos no município de Santo André.

Confira sentença, clicando aqui. 

Com Cariri em Ação

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A Polícia Federal confirmou que Tadeu Dantas, sócio-proprietário da Pixbet, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), durante a segunda fase da Operação Arena, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a empresa.

O mandado de prisão tinha como alvo o empresário em Campina Grande, mas ele não foi localizado no endereço indicado. As equipes da PF encontraram Tadeu em uma casa na praia de Jacumã, no município do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo as investigações, o esquema teria utilizado a empresa de apostas para movimentar recursos enviados ao exterior, com parte do dinheiro direcionada para Curaçao, apontado como paraíso fiscal.

Esta é a primeira prisão realizada no âmbito da Operação Arena. Na primeira fase, deflagrada em agosto, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos estava Ernildo Júnior, sócio majoritário da Pixbet. Como ele não foi encontrado em casa, foi localizado posteriormente em uma rodovia na saída de Campina Grande. Na ocasião, policiais apreenderam o celular e o veículo utilizado pelo empresário.

A defesa de Tadeu Dantas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

De Olho No Cariri