Ex-bolsonarista da PB diz que Flávio não aguenta disputa e prevê ataque dos filhos de Bolsonaro a Michelle: “Vão pra cima dela”

Ex-aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e um dos nomes que já integraram a base bolsonarista na Paraíba, o ex-deputado federal Julian Lemos fez duras críticas à possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. Em entrevista, Julian afirmou que, se o filho do ex-presidente for o escolhido do grupo político para a sucessão nacional, não teria força para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na avaliação do ex-parlamentar, Flávio Bolsonaro não conseguiria sustentar uma campanha presidencial de longo alcance e perderia competitividade. Julian foi além e atribuiu fragilidade política ao senador ao mencionar suspeitas que, segundo ele, desgastariam uma eventual candidatura.

“Os caras vão destruir ele, porque ele é um cara com indícios de corrupção para tudo que é lado”, declarou.

Ao analisar o cenário da direita para 2026, Julian Lemos afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estaria mais preparada para representar o campo conservador na disputa pelo Palácio do Planalto. Para ele, Michelle reúne hoje melhores condições políticas e eleitorais para enfrentar Lula caso seja escolhida como candidata do grupo bolsonarista.

Apesar disso, o ex-deputado também avalia que uma eventual ascensão de Michelle enfrentaria resistências dentro do próprio núcleo familiar de Jair Bolsonaro, fazendo com que ela possa se tornar alvo dos filhos do ex-presidente caso passe a despontar como principal nome da direita para a sucessão presidencial.

“Falei isso praticamente há um ano e meio atrás. Quando Michelle emergir como força política, os filhos vão para cima dela destruí-la. Quando eu digo destruí-la, é qualquer possibilidade dela ter cargo político”, afirmou.

PB Agora

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O governador Lucas Ribeiro recebeu, na manhã desta quinta-feira (27), na Granja Santana, em João Pessoa, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O fortalecimento da caprinocultura, por meio da instalação de indústrias de leite de cabra em pó, foi um dos temas abordados durante o encontro. O projeto para a primeira indústria de leite caprino em pó já vem sendo desenvolvido em Casserengue, município do Curimataú.

O governador Lucas Ribeiro destacou que a visita do ministro Wellington Dias reforça o compromisso do Governo do Estado e do Governo Federal no fortalecimento da caprinocultura paraibana. “É uma grande alegria receber a visita do ministro Wellington Dias para discutir o fortalecimento da agricultura familiar, com a geração de mais oportunidades para quem produz. E a nossa caprinocultura tem sido um vetor de desenvolvimento, gerando emprego e renda para as pessoas. É um segmento que tem recebido o apoio do nosso Governo e do Governo Federal, com programas como o PAA Leite”, disse.

O ministro Wellington Dias destacou a viabilidade da iniciativa. “A Paraíba é o estado que tem o melhor desempenho na execução do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA Leite, e também é o estado que dá a maior contrapartida, fortalecendo o combate à desnutrição e à subnutrição. Além disso, muitas pessoas têm intolerância ao leite de vaca; daí a importância do leite de cabra”, disse.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, observou que a fabricação de leite de cabra em pó, além de gerar emprego e renda, vem fortalecer a segurança alimentar na Paraíba. “A primeira fábrica de leite em pó é mais uma iniciativa para manter o homem no campo e a cidade ter o seu poder de compra. Vamos fazer agora a primeira compra de leite em pó. São R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal para ser distribuída com as famílias, por meio do PAA Compra com Doação Simultânea”, completou.

Outro assunto abordado durante a reunião entre o governador Lucas Ribeiro e o ministro Wellington Dias foram as mudanças climáticas, que devem impactar regiões do Estado, como o Semiárido. Participaram ainda o secretário-executivo de Mudanças Climáticas, Luiz Nunes; e a coordenadora de projetos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Joanne Santana.