Em Brasília, manifestantes tentam furar bloqueio e Polícia Militar lança bombas

Manifestantes que participam dos atos de 7 de Setembro, nesta terça-feira, já estão concentrados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Grupos tentaram furar bloqueios feitos pela Polícia Militar (PM), que reagiu com bombas.

Diversos ônibus e manifestantes com bandeiras do Brasil estão nas ruas de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo desde as primeiras horas desta manhã. Manifestações em outras capitais também estão previstas.

Durante a noite desta segunda-feira (6), os manifestantes favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já estavam no local e chegaram a invadir a Esplanada dos Ministérios.

De acordo com a PM, eles pressionaram para que caminhões pudessem passar pelo bloqueio. A Secretaria de Segurança do Distrito Federal permitiu a passagem de alguns caminhoneiros, junto com manifestantes a pé.

Segundo informações oficiais da assessoria de imprensa da PMDF, os manifestantes favoráveis ao presidente derrubaram uma barreira, que ficava na rodoviária do Plano Piloto. Foi assim que eles conseguiram entrar na Esplanada.

Na noite desta segunda, os manifestantes se concentraram perto do prédio do Itamaraty, que fica próximo do Congresso, na Praça dos Três Poderes. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, esteve nesta manifestação. Imagens das redes sociais mostram Eduardo Bolsonaro rodeado por pessoas enquanto tiram fotos.

Bolsonaro deve comparecer às manifestações. Em Brasília, o presidente deve participar de um evento de hasteamento da bandeira do Brasil no Palácio da Alvorada e seguirá para os atos na sequência. Também é previsto que Bolsonaro esteja presente nos atos de São Paulo, que acontecem na Avenida Paulista.

Com CNN Brasil

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1