Eliza Clívia é sepultada sob forte comoção em sua terra natal no Cariri Paraibano

Um grave acidente ocorrido na tarde da última sexta-feira (16) tirou a vida da caririzeira, Eliza Clívia, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró e Cavalo de Aço. A cantora era natural de Livramento, cidade do Cariri Paraibano, localizada a 233 Km da capital João Pessoa.

A cantora estava em Aracaju, Sergipe, onde faria show e divulgação de seu novo trabalho em emissoras de rádio e TV locais. Eliza tinha acabado de gravar um programa de TV e seguia para outro compromisso quando no centro de Aracaju seu carro colidiu com um ônibus coletivo e devido ao forte impacto morreu na hora.

Junto a cantora, estavam seu namorado, o baterista da banda Sérgio Ramos, que também morreu no momento do acidente. Outras três pessoas estavam no carro e conseguiram sobreviver; foram eles: Cleberton José dos Santos, João Paulo Tavares da Silva e Paulo Texeira de Carvalho.

A colisão ocorreu porque o carro em que Eliza estava avançou em uma faixa proibida, vindo a receber a colisão do ônibus.

O acidente da cantora Eliza Clívia repercutiu em todo o Brasil e grandes personalidades do forró homenagearam a colega de palcos. Foi o caso de Wesley Safadão, Xandy da banda Aviões do Forró, Solange Almeida, Mano Walter e muitos outros.

O corpo de Eliza foi trazido para o município de Livramento, onde foi velado no maior espaço de eventos, bem no centro da cidade. Um grande número de pessoas compareceu ao adeus a cantora paraibana, inclusive seus ex-companheiros de banda Jailson Santos e Ramon Costa.

Várias homenagens foram feitas, inclusive por artistas locais que cantaram alguns dos grandes sucessos eternizados na voz de Eliza.

Em pleno mês de junho, onde os cantores e bandas estão compromissados com eventos em todo o Nordeste, muitos fizeram homenagens a Eliza durante seus shows, a exemplo de Eliane e Gil Mendes que animaram o Maior São João do Mundo em Campina Grande.

Eliza Clívia consagrou em sua voz sucessos como Minha Rainha, Alô, Não Pegue esse Avião, entre outros num dos tempos de maior sucesso da banda Cavaleiros do Forró.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri