Dr. Romualdo: “Paraíba sobe conta d’água, ignora tarifa social e castiga os mais pobres”

Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba nesta terça-feira (03), o deputado estadual Dr. Romualdo voltou a denunciar os sucessivos reajustes nas contas de água da Cagepa e a omissão do governo estadual em implementar a nova tarifa social, já garantida por norma federal e que concede descontos automáticos para pessoas de baixa renda.

O parlamentar destacou que, em apenas um ano, a conta de água dos paraibanos subiu quase 18%: “Foram 9,97% em maio do ano passado e agora mais 7,72%, um impacto profundo no orçamento das famílias — especialmente nas regiões mais vulneráveis do estado, onde muitas vezes a água não chega às torneiras, mas a conta, sim.”

Dr. Romualdo lembrou que, desde dezembro de 2024, a Paraíba já poderia estar aplicando a nova tarifa social aprovada pelo governo Lula, que garante desconto automático para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). E foi direto: “Já entrei na Justiça para obrigar o governo a cumprir o que é lei e garantir a tarifa social para quem mais precisa.”

O deputado reforçou que outros estados já aderiram à medida, mas que na Paraíba o governo estadual insiste em ignorar um direito básico da população. “Aqui, o governo é ágil para cobrar, mas lento para garantir benefícios ao povo. É preciso inverter essa lógica.”

Por fim, Dr. Romualdo reiterou seu compromisso com a justiça tarifária e cobrou do governo estadual a adoção imediata da política nacional de tarifa social, além de transparência nos critérios de reajuste da Cagepa. Segundo ele, é hora de “parar de tratar a água como um produto de luxo e começar a garantir esse direito essencial com dignidade.”

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri