Detran-PB intensifica Operação Lei Seca durante a Semana Santa

Durante o feriado prolongado da Semana Santa, a partir desta quinta-feira (13), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) vai intensificar as atividades da Operação Lei Seca. No total, 50 homens, entre agentes e policiais militares que atuam no setor, farão uma megaoperação, que contará ainda com o reforço da equipe da Divisão de Educação de Trânsito do órgão, até a madrugada do domingo (16).

Segundo o coordenador da Operação Lei Seca, capitão Manfredo Rosenstock, durante o período as equipes atuarão nos locais de grande movimentação popular, a exemplo do Litoral Sul paraibano. Ele ressaltou a parceria com o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), que já atua no combate à alcoolemia junto às equipes da Lei Seca.

As ações também vão contar com o reforço nos equipamentos utilizados, com o propósito de oferecer mais segurança aos agentes e policiais de trânsito. Para isso, serão disponibilizados coletes balísticos, lombadas móveis, barreira rodoviária antifuga (cama de faquir), entre outros.

Segundo a direção do Detran-PB, a principal causa de acidentes nos feriados prolongados é a combinação entre álcool e direção. Por isso, o alvo da Operação Lei Seca será o condutor que apresentar qualquer indício de consumo de álcool. Em caso de confirmação através do bafômetro, ele será punido com multa no valor de R$ 2.934,70, perda de sete pontos na carteira, recolhimento da CNH e suspensão do direito de dirigir por até 12 meses. O veículo ficará retido, aguardando um condutor capacitado.

O Detran-PB faz um alerta aos condutores sobre a importância dos cuidados no trânsito durante o feriadão, recomendando ações simples como revisar o veículo antes de viajar, não usar o celular enquanto dirige ou não ingerir bebida alcoólica quando estiver ao volante. “Esses são considerados pontos cruciais que podem determinar o fim da festa para os condutores e passageiros”, destacou o superintendente Agamenon Vieira.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri