Desenvolvimento integrado: encontro de gestores discute prioridades para o Cariri da Paraíba

Estimular a cultura da cooperação e a convergência de esforços em prol do desenvolvimento econômico e social do Cariri da Paraíba. Foi com esse objetivo que o Sebrae/PB iniciou, nesta quinta-feira (11), o Encontro do Pacto Novo Cariri, para prefeitos e gestores públicos dos municípios da região. Realizado em Cabaceiras, o encontro também contou com a participação de empresários e representantes de instituições parceiras, com foco na construção de um planejamento estratégico para a região.

De acordo com o superintendente do Sebrae/PB, Luiz Alberto Amorim, a proposta da instituição, para a construção de um novo planejamento estratégico para a região, ocorre 23 anos depois da celebração do Pacto Novo Cariri (Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável do Cariri Paraibano).

Capitaneado pelo Sebrae no início dos anos 2000, esse Pacto promoveu, através do esforço coletivo e da integração de diversas instituições e políticas públicas, uma grande revolução econômica e social na região, transformando em oportunidades as suas características naturais que até então eram vistas como adversidades.

“O grande objetivo desse evento é trazer a comunidade do Cariri para um novo encontro, em que as pessoas vão construir coletivamente a sua agenda de futuro e de desenvolvimento da região. O Sebrae está aqui propondo, 23 anos depois de evolução do Pacto Novo Cariri, uma segunda jornada, ou seja, uma jornada que poderá ser dos próximos 10 ou 20 anos, ou do tempo que a comunidade achar necessário”, explicou.

Ainda conforme o superintendente, esse novo planejamento estratégico e suas prioridades serão construídos por toda a comunidade, através da cooperação e da convergência de esforços. “O mais importante é que esse passo inicial, dado hoje, tenha como ponto de partida as pessoas que aqui estão e todas as outras que possam contribuir, porque nós estamos tratando aqui de desenvolvimento para todos, para as pessoas que estão aqui hoje, para as que vão estar aqui amanhã e para pessoas que sequer nasceram ainda”, acrescentou Luiz Alberto Amorim.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Municípios do Cariri e Agreste da Paraíba (AMCAP), Adriano Wolff, que é prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro, destacou a importância da união de esforços para a obtenção de resultados coletivos. “Eventos como esse são importantes para que a gente possa realmente pensar no desenvolvimento do nosso Cariri. Acho que nós temos conseguido muitas conquistas, mas também defendo que a gente pode acreditar mais no potencial dos nossos municípios, com o apoio de parceiros importantes, como o Sebrae, que ajuda muito no desenvolvimento das pessoas e dos territórios”, pontuou o gestor.

Já o prefeito de Cabaceiras, Tiago Castro, declarou que a construção de uma nova agenda de desenvolvimento vai trazer ainda mais benefícios para o Cariri. “Eu sou muito otimista com essa agenda de desenvolvimento, empreendedorismo e inovação que a gente vive atualmente e o Cariri não pode ficar fora disso. Eu tenho certeza que nós vamos fazer um grande trabalho e deixar agora a nossa contribuição para a região. Por essa iniciativa, agradecemos ao Sebrae, que tem sido presente em tudo que nós fazemos, oferecendo seu apoio e a sua experiência”, concluiu o prefeito.

Programação – Com a realização de palestras e oficinas, a programação do Encontro do Pacto Novo Cariri segue nesta sexta-feira (12) em Cabaceiras. Ao longo do ano, outras ações e encontros serão realizados, com foco na construção desse novo planejamento estratégico em prol do desenvolvimento econômico e social dos 31 municípios que estão inseridos no Cariri da Paraíba.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1