Delator da JBS diz ter pago propina a Vital do Rêgo e ministro nega acusações

O ministro do Tribunal de Contas da União e ex-senador paraibano Vital do Rêgo Filho, foi citado em delação premiada do diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud. Segundo o jornal O Globo, o gestor afirmou à Procuradoria-Geral da República ter pago propina a Vital, na época parlamentar do Senado Federal, para garantir o apoio dele à reeleição de Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

No depoimento, de acordo com O Globo, Saud revelou que R$ 35 milhões foram destinados a senadores. O diretor contou que foram beneficiados, além de Vital, Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Do total, R$ 1 milhão seria para outra pessoa, mas, conforme delatado, os cinco acabaram dividindo o dinheiro entre eles.

Em nota, Vital do Rêgo informou que recebeu doações legais do Grupo JBS quando disputou o governo da Paraíba em 2014, declaradas na prestação de contas aprovada pela Justiça.

“O ministro Vital desconhece os fatos narrados pelo delator e está à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários”, diz o texto da assessoria de imprensa do ministro.

Com Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri