Covid-19 pode deixar sequelas graves, mesmo em quem venceu a doença, alerta secretário de Saúde

A falsa sensação de que a pandemia possa estar controlada pode levar muitas pessoas a deixar de lado as medidas de proteção contra a covid-19. O perigo nesses casos é grande e coloca em risco não só a pessoas, mas todos em meio ao seu convívio. Até mesmo quem já teve a doença e se curou pode não está propriamente a salvo. É o que revelou o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros.

Segundo o gestor, já foi comprovado em alguns casos, a existência de sequelas em pessoas que foram curadas da covid-19. Além da experiência traumática, os efeitos podem se prolongar devido o impacto da doença em cada organismo.

De acordo com ele, mesmo curado alguns pacientes podem apresentar dificuldades com a respiração ou ter consequências mais graves. “As sequelas podem ser de pacientes que permaneceram longo tempo em ventilação mecânica ou ainda que podem apresentar tardiamente fibrose pulmonar com limitação funcional respiratória”, alertou.

Conforme o boletim epidemiológico desta sexta-feira (30), as cidades de João Pessoa, com 145 novos casos, totalizando 32.651 e Patos, com 26 novos casos, totalizando 4.814 são as que permanecem com alto índice de contaminação. Mais outros oito municípios registraram aumento nas últimas 24h.

Geraldo ainda reforça o alerta para quem for viajar. Segundo ele, é importante manter todos os protocolos, de higienização e isolamento social para evitar a propagação da doença.

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos, para onde diz ter ido para se proteger do que chama de “perseguição” jurídica no Brasil. O ex-deputado teve concedido um greencard (permissão de residência) pelo governo norte-americano. Ele acabou sendo cassado pela Câmara por excesso de faltas.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil