Considerado o melhor do Cariri, carnaval de São João do Tigre encerra festa com público recorde nos três dias de festa

Considerado um dos carnavais mais prestigiados e animados de todo o interior da Paraíba, o município de São João do Tigre encerrou nesta terça-feira (25) a maior festa de momo da história. Com folia durante quatro dias, o carnaval de São João do Tigre foi finalizado com mais um público recorde em praça pública e shows dos cantores Gil Bala, DJ Marcílio e Feitiço Elétrico.

Evento promovido pela Prefeitura Municipal, o carnaval de São João do Tigre se destaca não apenas pela qualidade das atrações, mas especialmente por sua organização e segurança. A festa não tem registrado nenhuma ocorrência policial significante e a infra-estrutura para o folião é um atrativo a parte para quem escolhe o município como destino no período do carnaval.

No domingo (23), o carnaval de São João do Tigre contou com o inédito Bloco “Deztemidos”, que invadiu completamente as ruas de São João do Tire e foi animado pela cantora Stella Alves. O bloco contou com trio elétrico que animou os foliões. Segundo a organização, a iniciativa superou as expectativas e todos os abadás foram vendidos.

Na segunda-feira (24), foi a vez de Alisson Levado e Geandro Garotinho sacudirem o público e demonstrarem porque São João do Tigre faz o melhor carnaval do Cariri. Na terça-feira (25), a festa foi encerrada com o batidão de Gil Bala, o swing de DJ Marcílio e a alegria de Feitiço Elétrico, que já concluiu a festa pela noite.

Na avaliação final, o público foi unânime em dar nota 10 ao “Carnaval Molhado de São João do Tigre” e todos já prometeram marcar presença em 2021. O prefeito Célio Barbosa e o secretário de finanças Márcio Leite agradeceram a presença dos foliões e destacaram que o aumento do número de visitantes tem consolidado ainda mais a festa.

De Olho no Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil