Congresso derruba veto de Lula e volta a proibir “saidinha” de presos

O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei que restringe a saída temporária de presos, conhecida como saidinha. O tema foi analisado nessa terça-feira (28), em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

Na lei aprovada pelos parlamentares, a concessão do benefício era proibida para condenados por crimes hediondos e violentos, como estupro, homicídio e tráfico de drogas. Mas Lula havia vetado o trecho, na mesma lei, que impedia a saída de presos do regime semiaberto, condenados por crimes não violentos, para visitar as famílias. Até então, presos que estavam no semiaberto, que já tinham cumprido um sexto do total da pena e com bom comportamento, poderiam deixar o presídio por cinco dias para visitar a família em feriados, estudar fora ou participar de atividades de ressocialização.

Com a rejeição do veto pelos parlamentares, os detentos ficam impedidos de deixar as prisões em feriados e datas comemorativas, como Natal e Dia das Mães, mesmo para aqueles do semiaberto.

A saída para estudos e trabalho continua permitida. Os critérios a serem observados para concessão são: comportamento adequado na prisão; cumprimento mínimo de 1/6 da pena, se o condenado for primário, e 1/4, se reincidente; e compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

O trecho que havia sido vetado por Lula, agora, vai à promulgação.

O senador Sergio Moro (União-PR), autor da emenda que permitiu a saída de presos para estudar, defendeu a derrubada do veto presidencial. Para ele, a saída para atividades de educação e trabalho é suficiente para a ressocialização. O senador classificou o veto ao fim das saídas em feriados como “um tapa na cara da sociedade” e um desserviço ao país.

“O preso do semiaberto, hoje, sai de quatro a cinco vezes ao ano, nos feriados. Muitos deles não voltam, o que traz uma série de dificuldades à polícia, que tem que ir buscá-los, comprometendo o trabalho normal de vigilância e proteção do cidadão, e o que é a pior parte: esses presos liberados cometem novos crimes”, disse Moro.

Com a nova lei, passou a ser obrigatória a realização de exame criminológico para que o preso possa progredir do regime fechado para o semiaberto, e assim ter acesso ao direito às saidinhas. Os presos que progridem do regime semiaberto para o aberto devem ser obrigatoriamente monitorados eletronicamente, por meio de tornozeleiras eletrônicas.

Segundo o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), dos 835 mil presos no país, apenas 182 mil terão direito ao benefício das saídas temporárias. Para ele, acabar com esse benefício é deixar ainda mais caótica a situação das penitenciárias do país e privar os apenados da ressocialização adequada.

“É querer agregar caos ao caos que já é o sistema penitenciário brasileiro. É cruel, é de uma crueldade incomum. Eu fico com dificuldade de entender como aqueles que sempre propagam os valores cristãos da fraternidade, da igualdade, da justiça, da busca da paz, defendem essa medida”, criticou. “Convívio familiar é fundamental”, afirmou.

Agência Brasil

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (22) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores da Paraíba. O levantamento foi encomendado pelas TVs Cabo Branco e Paraíba.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados. A pesquisa traz o nome do candidato Leonardo Avalanche (PRTB) que substituiu Pablo Marçal (PRTB), e por isso não estava no levantamento anterior.

Veja o cenário de primeiro turno

  • Lula (PT): 54% (eram 50% em 25/8)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23% (eram 21%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (era 1%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 1% (eram 2%)
  • Romeu Zema (Novo): 0% (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 0% ( era 1%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era 0%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%)
  • Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%)
  • Clariana Barão (DC): 0% (era 0%)
  • Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (antes não disputava)
  • Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 13%)
  • Indecisos: 7% (eram 8%)

Veja, agora, o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio

  • Lula (PT): 60%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 26%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 10%
  • Indecisos: 4%

Para 89% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Eram 82% na pesquisa anterior. Outros 11% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Eram 18% na pesquisa anterior.

A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 21 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PB-01325/2026.

Aprovação e avaliação do governo Lula

Aprovação do governo

  • Desaprova: 32% (eram 35% em 25/08)
  • Aprova: 62% (eram 61%)
  • Não sabe/não respondeu: 6% (eram 4%)

DE OLHO NO CARIRI

Com G1 Paraíba