Com previsão de 2,33%, PIB da Paraíba deve registrar maior crescimento do Nordeste em 2026

A Paraíba deverá registrar o maior crescimento econômico do Nordeste em 2026, com expansão projetada de 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento do Departamento Econômico do Santander. O desempenho coloca o Estado à frente das demais unidades da região e entre os dez melhores resultados do país, mesmo em um cenário de desaceleração da economia brasileira.

De acordo com o estudo elaborado pelos economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, a Paraíba aparece na 10ª colocação nacional em projeção de crescimento para 2026, superando estados como Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. No Nordeste, o Estado lidera o ranking, seguido pelo Maranhão, com previsão de alta de 2,16%.

O relatório aponta que, embora todos os estados brasileiros devam apresentar crescimento em 2026, as taxas serão mais moderadas em comparação com 2025. No Nordeste, o setor de serviços continua como principal motor da atividade econômica, enquanto a agropecuária também contribui para o desempenho regional após o ciclo recente de safras recordes.

O estudo também aponta que, apesar da desaceleração prevista para a economia brasileira em 2026, todos os estados devem encerrar o ano com crescimento positivo. No Nordeste, a Paraíba e o Maranhão aparecem como os principais destaques, impulsionados principalmente pelo setor de serviços, enquanto a agropecuária continua se beneficiando dos efeitos do recente ciclo de safras no país.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB