Clima esquenta na Câmara da Prata: vereadoras da base do prefeito protagonizam bate-boca durante sessão

A sessão da Câmara Municipal da Prata, realizada na última quarta-feira (16), foi marcada por um episódio de tensão entre as vereadoras Nôta e Adeilza, ambas integrantes da base do prefeito Genivaldo Tembório.

O atrito teve início durante a votação de uma moção de aplausos proposta por Adeilza em homenagem a um servidor da Prefeitura da Prata. A vereadora Nôta votou contra a proposição, o que gerou desconforto e desencadeou uma discussão acalorada entre as parlamentares no plenário.

Nos bastidores, o episódio foi interpretado como mais um sinal do crescente afastamento entre o grupo político do ex-prefeito Júnior Nóbrega — marido da vereadora Nôta — e a atual gestão municipal. Fontes ligadas à política local afirmam que os desentendimentos entre aliados dos dois líderes têm se intensificado, tornando o rompimento entre eles cada vez mais evidente.

A vereadora Nôta, ao comentar o episódio com correligionários e aliados, tem reforçado que, daqui para frente, “será assim: bateu, levou”, em referência à sua postura mais combativa dentro do Legislativo.

Apesar do clima tenso, a sessão prosseguiu após o desentendimento. Até o momento, não houve pronunciamento oficial por parte da presidência da Câmara nem do prefeito Genivaldo Tembório sobre o ocorrido.

VEJA O VÍDEO:

Com Vitrine do Cariri

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri