Cidades do Cariri vão ter água da transposição até o fim de maio, diz Cagepa

Leito do Rio Paraíba, em Monteiro. Foto: Artur Lira

Até o fim deste mês de maio, pelo menos outras 10 cidades do Cariri paraibano vão começar a receber as águas da tranposição do Rio São Francisco, através de um sistema de integração que está sendo montado entre o Rio Paraíba e a adutora do Congo. O prazo foi estimado pela Companhia de Água e Esgoto do Estado da Paraíba (Cagepa).

Com o novo sistema de integração, as águas do ‘Velho Chic’o vão chegar até as torneiras das casas das populações de Sumé, São João do Cariri, Serra Branca, Outro Velho, Prata, Parari, Gurjão, Livramento, São José dos Cordeiros e Monteiro. A maior parte delas enfrenta racionamento de água, ou está sendo abastecida por carros-pipa.

De acordo com o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, no projeto está sendo construído um poço no leito do Rio Paraíba, entre os municípios do Congo e Sumé. Através deste poço, a água que chega da tranposição vai ser captada por bombas elétricas e integradas ao sistema adutor do Congo. Do local, a água segue para Sumé, através do sistema adutor, onde vai passar por tratamento e depois ser distribuída para as outras cidades.

“No Cariri existe um grande sistema de adutoras interligadas. A Cagepa está aproveitando que uma parte da adutora do Congo passa próximo ao Rio Paraíba para fazer essa integração, levando as águas da transposição do Rio São Francisco”, disse o gerente regional.

A água da tranposição do eixo leste é captada do Rio São Francisco, na barragem de Itaparica, na cidade de Petrolândia, em Pernambuco. A água segue até a cidade de Monteiro, na Paraíba, passando por canais, túneis, aquedutos e seis estações elevatórias.

Depois de chegar a Paraíba, em Monteiro, a água segue por Camalaú, Congo, São Domingos do Cariri, Cabaceiras e Boqueirão, todas cidades da região do Cariri, através do Rio Paraíba. Desde o dia 18 de abril deste ano as águas estão enchendo o açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão.

Com G1 PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri