Catadora cedeu nome em troca de R$ 350 para suposto esquema de desvio na merenda da Paraíba

Uma catadora de materiais recicláveis foi usada como ‘laranja’ em um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos na merenda escolar, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Edna Iara dos Santos, de 32 anos, tem três filhos e mora com eles em uma casa de um cômodo. Mas na investigação da Operação Famintos, o nome dela é apontado como dona de uma empresa.

Edna disse teria sido abordada por um empresário e aceitou a proposta de ‘emprestar’ o nome para a abertura da empresa. Em troca, ela recebeu a quantia de R$ 350.

“Se eu soubesse que era para ser usado em uma coisa dessas, eu jamais teria feito. Eles nunca me disseram isso. Eu jamais iria querer fraudar a merenda e prejudicar as crianças porque meus três filhos estudam em escolas públicas”, desabafou a mulher, que não foi denunciada ao Ministério Público.

Além dela, o grupo de empresários investigados chegou a utilizar outros nomes de pessoas humildes. Em alguns casos, as empresas faturaram milhões em contratos com algumas prefeituras paraibanas, mas os ‘laranjas’ recebiam quantias que não ultrapassavam R$ 1 mil.

FAMINTOS

A Operação Famintos foi desencadeada no dia 24 de julho em Campina Grande e outras cidades da Paraíba. Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União investigam um suposto esquema de desvios de recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), geridos pela Prefeitura de Campina Grande. O prejuízo ultrapassa R$ 2,3 milhões.

Com G1 PB

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Um adolescente foi conduzido à autoridade policial na noite desta sexta-feira (9), após ser flagrado pilotando uma motocicleta em alta velocidade e tentar fugir de uma abordagem da Polícia Militar, no Centro de Boqueirão, no Cariri paraibano.

De acordo com informações da Polícia Militar, uma guarnição realizava rondas de rotina quando percebeu o motociclista trafegando em velocidade elevada. Ao notar a presença dos policiais, o condutor tentou escapar, dando início a um acompanhamento policial.

Durante as diligências, os militares localizaram o adolescente e a motocicleta caídos. Após a abordagem, foi constatado que o condutor era menor de idade e, portanto, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O adolescente recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi encaminhado, juntamente com a motocicleta, à autoridade policial competente para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

O caso foi registrado como uma ocorrência envolvendo direção perigosa e condução de veículo por pessoa não habilitada. As circunstâncias da queda não foram detalhadas pela polícia.

Com 18º Batalhão de Polícia Militar