Casos de gripe e Covid-19 duplicam entre enfermeiros da Paraíba

Os casos de Covid-19 e influenza entre os profissionais de enfermagem mais que duplicaram na Paraíba, conforme estimativa do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). Com o afastamento de enfermeiros e técnicos, o atendimento em saúde para a população em geral tem sido afetado.

“Houve um aumento da infecção e um aumento de atestados médicos, consequentemente, mais sobrecarga sobre o sistema de saúde com déficit de profissionais”, explicou a presidente do Coren, Rayra Beserra.

Mesmo com o aumento das infecções, a entidade foi surpreendida com um pedido enviado ao Ministério da Saúde pela Associação dos Hospitais Privados para reduzir para cinco dias o período de afastamento dos profissionais de saúde que contraíram a Covid-19.

“Sabendo do impacto perigoso que esta decisão pode causar ao sistema, Cofen e Corens se manifestam contrários a este pedido, uma vez que isto implicaria a um sério risco à população assistida. A enfermagem é a categoria que lida diretamente com o paciente, 24 horas por dia”, frisou Rayra.

Ela ainda destacou que o retorno de um profissional que ainda não está com a saúde restabelecida ao trabalho não é a solução para crise sanitária.

A presidente do Coren-PB ressalta que é necessário ampliar as contratações, fortalecer a vacinação contra Covid-19 e influenza, inclusive em crianças, além de aumentar a testagem e estrutura ambulatorial.

Por enquanto não houve manifestação do Ministério da Saúde em relação ao período de afastamento dos profissionais de saúde.

Com Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1