Casos confirmados de Covid-19 aumentam 551% de novembro para dezembro, na Paraíba

Os casos confirmados de Covid-19 dispararam na Paraíba. Conforme apurou a reportagem, de novembro para dezembro de 2023 houve um aumento de 551% de pessoas com a doença. Em novembro foram 552 casos confirmados e, em dezembro, 3.594.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado na última terça-feira (02) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), quando se compara os casos entre os dias 9 e 16 do mês de dezembro foram registrados 1.630 casos, enquanto nos dias 17 a 30 do mesmo mês foram 1.065. Em dezembro o maior pico de casos confirmados foi no dia 10 de dezembro.

Em 2023, até o dia 30 de dezembro, a Paraíba apresentou 9.609 casos de Covid-19, sendo 9.177 (95,5%) casos leves ou moderados e 432 (4,5%) casos graves. 

Mortes por Covid-19

No ano de 2023 foram 62 óbitos por covid-19 na Paraíba, os 15 últimos óbitos confirmados ocorreram no mês de dezembro, residiam em: 06 em João Pessoa, 02 em Campina Grande, 01 em Alagoa Grande, 01 em Cabedelo, 01 em Piancó, 01 em Queimadas, 01 em São Francisco, 01 em Tacima e 01 em Triunfo. 

As comorbidades presentes foram diabetes, hipertensão, cardiopatia, obesidade e outros fatores. Em relação a faixa etária tinham idade mínima de 19 anos e máxima de 91 anos. 10 destes tinham esquema de vacina contra Covid-19 com três doses, 02 estavam com esquema incompleto e 03 não vacinados.

No momento, há onze óbitos em investigação, municípios que residiam: 03 em João Pessoa, 01 em Baía da Traição, 01 em Bayeux, 01 em Cabedelo, 01 em Guarabira, 01 em Pirpirituba, 01 em Santa Rita, 01 em São José dos Ramos e 01 em Sapé, faixa etária acima de 30 anos.

Cuidados gerais para proteção da transmissão de infecções respiratórias agudas:

É importante sempre lembrar os cuidados que devemos ter para evitar a transmissão desses vírus.

– Manter ambientes bem ventilados, com janelas e portas abertas. 

– Manter as mãos limpas através da lavagem das mãos ou uso de álcool em gel 70%.

– Ao tossir ou espirrar cubra o nariz e a boca com lenço de papel ou com o antebraço, e nunca com as mãos. Descarte adequadamente o lenço utilizado e após higienize as mãos.

– Evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos. Se tocar, sempre higienize as mãos como já indicado. 

– É recomendado utilizar máscara se estiver com sintomas gripais.

– Indivíduos com sintomas compatíveis com Covid-19 devem buscar testagem e atendimento nos serviços de saúde e seguir as orientações médicas. 

– Idosos com mais de 65 anos de idade ou imunossuprimidos com covid-19 têm direito ao antiviralnirmatrelvir/ritonavir fornecido pelo SistemaÚnico de Saúde (SUS) até o quinto dia após o início dos sintomas. Esse tratamento reduz o risco de internações, complicações e mortes pela doença. No estado esse antiviral está disponível conforme Resolução CIB N0 37 de 31 de março de 2023 em 34 unidades assistenciais (Upas e Hospitais). 

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1