CAPS de Sumé é totalmente reformado e ampliado

Em um momento recheado de emoção, e marcando a semana de Luta Antimanicomial, a prefeitura entregou à comunidade sumeense, na manhã desta quinta-feira, 18, o novo prédio do CAPS.

Com a obra na infraestrutura, o CAPS recebeu reforma em todo o prédio, ampliação da cozinha, reformas das salas, fachada, entrada, sala de convivência, banheiros, banheiro com acessibilidade, horta, pintura em todo o prédio, climatização de todas as salas, aquisição de equipamentos de informática (computadores, impressoras, tv, notebook), e móveis para todos os ambientes deste espaço, agora sinalizado e com placas de identificação.

Todo esse investimento foi feito com recursos próprios do município e importou no valor aproximado de $ 100 mil reais,

Instalado no município de Sumé em setembro de 2010, o CAPS I “Novos Rumos” funciona na Rua Amara Rocha, 15, bairro da Várzea Redonda, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, atendendo cerca de 700 usuários de saúde mental, incluindo o ambulatório de psiquiatria e os que frequentam assiduamente o espaço.

O Caps dispõe de psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeira, técnico em enfermagem, auxiliar administrativo, artesão, educadora física, recepcionista, cozinheira, porteiro, auxiliar geral, além de estagiários na área, todos coordenados por Lorena Marques.

A rotina dos usuários inclui, de segunda a sexta, oficinas terapêuticas, psicoterapia de grupo, habilidades manuais com o artesanato, práticas corporais, construindo cidadania, saúde e cidadania, homenagens aos a
Aniversariantes do mês, cinema e vídeo, além das atividades físicas orientadas e atividade no campus da UFCG/CDSA no Projeto Sumé com Flores, coordenado pela Professora Adriana Meira.

“Caps não é lugar de doido. Todos nós somos iguais e temos, cada um, o seu momento de transtorno, uma depressão. Aqui nós somos acolhidos, tratados com medicamentos, mas principalmente, cuidados com carinho”, disse Aline, usuária do Caps há mais de 10 anos.

“A minha filha melhorou 90% desde que começou a frequentar o Caps, porque nós da família, não sabemos as vezes como lidar e aqui, que é também nossa família, eles nos ensinam a cuidar deles e também cuidam de nós”, declarou Zilda, mãe de usuária.

Lorena Marques, coordenadora, falou do início do Caps, enalteceu sua equipe, a quem dedicou todos os méritos e, sobretudo ao psicólogo da instituição, Divanício Albuquerque, pioneiro nesse trabalho, além de agradecer a gestão por todo apoio.

Visivelmente emocionadas Tanniery e Adriana falaram da importância de um espaço desses para o município, do zelo e da capacidade empática dos profissionais, “aqui não é somente um espaço físico, é um espaço de amor”, disse Adriana. “Vocês são importantes e vistos por nós como pessoas que nos ensinam a ser melhores e a trabalhar com mais determinação todos os dias”, disse a secretária de saúde.

Por fim, Éden ressaltou que não acredita em gestão sem olhar para as pessoas, em obras e construções que não forneça condições de desenvolvimento humano, “em nossa gestão, uns cuidam dos outros, nós nos importamos uns com os outros”. Reforçou seu compromisso de, enquanto estiver no comando da gestão, inaugurar obras e implantar ações que possam, de alguma forma, transformar as vidas das pessoas para melhor.

Presentes ao evento, os Vereadores, Daniel Lêla (Presidente), Antônio Carlos Sarmento e Leônidas Albino (Bomba), os Secretários Gian Braz (Obras e Serviços Urbanos, respondendo pela Agricultura), e Ednalva Libânio (Assistência Social), Heleno Jr (Chefe de Gabinete), Geraldinho Feitosa (líder comunitário do bairro da Várzea Redonda), Adriana Meira, professora de Solos da UFCG/CDSA, servidores das secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social, toda equipe do Caps, usuários e familiares e a comunidade local.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1