Cantora monteirense Adma Andrade representa o Brasil em disco em prol das mulheres vítimas de violência no mundo

O álbum Criollas, que tem o protagonismo feminino como marca, começa ser lançado nas principais plataformas online. O projeto, além do seu caráter artístico, tem como objetivo arrecadar recursos para instituições que cuidam de mulheres vítimas de violência e destaca interpretações femininas para músicas já celebradas em países da América Latina.

Para representar o Brasil, a voz escolhida foi a da paraibana Adma Andrade, que interpreta o clássico “Mas Que Nada”, canção de Sérgio Mendes que ficou conhecida na voz de Jorge Ben Jor. Natural de Monteiro, cidade localizada no Cariri da Paraíba, a cantora hoje faz parte da banda de forró Limão com Mel e teve participação marcante no programa The Voice Brasil da Rede Globo.

Questionada sobre o projeto, a paraibana falou da motivação de participar de um álbum protagonizado por mulheres, empoderando e colocando no campo da visibilidade a condição do feminino, inclusive enquanto artista. “Só as mulheres sabem o quanto é difícil conquistar espaços numa sociedade estruturalmente machista, em que somos sempre mais exigidas, convocadas a provar mais”, pontuou a paraibana.

Criollas é um álbum de catálogo que reúne 10 artistas “mulheres” destacadas da América Latina de vários gêneros musicais, interpretando uma canção tradicional de raiz, de seus respectivos países, a exemplo do México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Porto Rico, Costa Rica, República Dominicana, Venezuela e Peru.

O projeto é liderado pela conhecida artista argentina Soledad Pastorutti, pelo produtor e engenheiro multipremiado no Grammy e Latin Grammy Rafa Sardina (19 prêmios) e pelo produtor Leandro Álvarez, que recentemente ganhou um Grammy. No Brasil, o pernambucano Roger Ricco conduziu os trabalhos.

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri