Câmara Federal quer usar arrecadação das bets para financiar segurança

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (31/10) que a Câmara deve votar na próxima semana um projeto de lei que destina parte da arrecadação das apostas esportivas (bets) para o Fundo Nacional de Segurança Pública. A proposta é uma das prioridades da agenda de segurança em discussão na Casa e tem, segundo ele, “amplo apoio entre os parlamentares”.

Durante entrevista à GloboNews, Hugo defendeu a medida como uma forma “inteligente e socialmente justa” de reforçar os investimentos no setor. “Falta dinheiro para a segurança, falta valorização para as nossas forças policiais, falta investimento em estratégia e tecnologia. Usar parte da arrecadação das apostas é uma medida inteligente para aumentar os recursos da segurança pública”, afirmou.

Mudança na destinação do imposto das bets

O projeto, segundo o deputado, foi elaborado em consenso com os secretários estaduais de segurança pública e prevê a mudança da finalidade do imposto arrecadado sobre as apostas, redirecionando parte significativa dos valores para ações de combate ao crime organizado e para a valorização das forças policiais.

“Essa proposta nasceu de um consenso entre os secretários de segurança dos estados. Queremos que o imposto das apostas passe a financiar diretamente políticas de segurança, e não apenas o esporte ou a cultura”, explicou o presidente.

A ideia é que a medida complemente o Fundo Nacional de Segurança Pública, hoje considerado subfinanciado por parlamentares e gestores estaduais.

Apoio ao aumento da taxação

Além da redistribuição dos recursos, Hugo Motta afirmou que vê com bons olhos o aumento da alíquota de taxação das bets, como forma de ampliar o volume destinado à segurança pública.

“A proposta de aumentar a taxação das apostas para financiar a segurança pública teria amplo apoio dentro da Câmara. É uma forma de enfrentar o crime com mais recursos e dar melhores condições aos estados”, disse. O parlamentar reconheceu que há pressões de grupos econômicos contrários à mudança, mas destacou que o interesse público deve prevalecer.

Segurança como prioridade

A proposta integra o pacote de medidas legislativas que a Câmara pretende votar nas próximas semanas, que inclui a PEC da Segurança e o projeto que equipara crimes de facções ao terrorismo.

Hugo tem defendido a criação de novas fontes de financiamento como condição essencial para fortalecer a estrutura de combate ao crime organizado, especialmente nas polícias estaduais.

“Não adianta apenas endurecer as leis se não houver recursos. Precisamos de mais tecnologia, inteligência e integração. E isso só será possível com investimento”, afirmou o presidente.

O tema da segurança pública ganhou maior urgência no Congresso nesta semana, após a realização da uma operação policial no Rio que resultou em mais de 100 mortes. Segundo o governador Cláudio Castro (PL), com exceção de quatro policiais, os mortos integravam a facção criminosa Comando Vermelho. Entidades de direitos humanos, no entanto, pedem investigação sobre eventuais casos de execução.

Fundo com nova estrutura

Atualmente, o Fundo Nacional de Segurança Pública é abastecido por loterias e repasses do orçamento da União. Segundo o presidente da Câmara, a entrada da arrecadação das apostas esportivas daria um salto de qualidade no financiamento do setor, tornando o fundo menos dependente de transferências discricionárias do governo federal. As informações são do Congresso em Foco.

“Essa é uma medida justa, moderna e eficiente. O cidadão que aposta contribui, indiretamente, para garantir mais segurança ao país”, disse Hugo.

O projeto deve ser incluído na pauta do Colégio de Líderes na próxima semana, e a expectativa de Hugo Motta é que a votação ocorra ainda em dezembro. Caso aprovado, o texto seguirá para o Senado.

“A hora de agir é agora. O Brasil precisa garantir que as forças de segurança tenham os meios para proteger a sociedade. Essa medida é um passo importante nessa direção”, concluiu.

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom