Brasil pode ter 1 milhão de casos diários de covid em 15 dias, diz estudo

O Brasil pode chegar a 1 milhão de casos diários de covid-19 ainda em janeiro com o avanço da variante Ômicron pelo País. Projeções feitas pela Universidade de Washington indicam que a marca será atingida no dia 23, com pico em meados de fevereiro, quando teríamos uma média de 1,3 milhão de diagnósticos da doença por dia.

As estimativas da instituição de ensino norte-americana consideram que o número de casos no País é muito superior ao registrado pelas estatísticas oficiais e deve mais que dobrar nos próximos dias. Nesta sexta-feira, 7, por exemplo, 468 mil pessoas se infectaram com a covid-19, quantidade sete vezes maior que os 63.292 novos diagnóstico que constam em boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Especialistas apontam que os dados oficiais não refletem o real cenário epidemiológico atual, já que o País testa pouco – há subnotificação de casos – e vive um apagão de dados sobre a doença.

O ritmo de crescimento projetado para as mortes, porém, é muito inferior. Os cálculos indicam que o país pode chegar a 313 óbitos diários por Covid em duas semanas, 12% a mais do que as 279 mortes estimadas para esta sexta. Ainda assim, os números continuam maiores do que os registrados oficialmente – foram 148 óbitos nas últimas 24h, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Exame

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1