Assembleia Legislativa da Paraíba aprova reajuste salarial para servidores do estado

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou o reajuste salarial dos servidores públicos estaduais. A Medida Provisória (MP) 303/2022 prevê 10% de aumento. Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (8), os deputados aprovaram também a MP que regulamenta o Sistema de Interação de Passageiros ao Serviço Regular Intermunicipal na Região Metropolitana de João Pessoa.

De acordo com a MP 302/2022, o reajuste de 10% nos vencimentos dos servidores do Estado passa a valer a partir do dia 1º de janeiro deste ano. O mesmo percentual valerá também para os proventos e pensões dos servidores públicos inativos que não gozam de paridade. “Mesmo em um momento de muita dificuldade que se encontram os servidores, a carestia em virtude da inflação, o Governo do Estado concedeu 10% de aumento. Cumprimento a sensibilidade do governador João Azevêdo na concessão do reajuste para o servidores público num momento em que vemos o país com uma inflação galopante no preço dos combustíveis, da proteína, tornado cada vez mais caro o custo de vida”, argumentou o deputado Raniery.

A MP 302/2022, do Governo do Estado, que cria e regulamenta o Sistema de Integração de Passageiros no Transporte Público Intermunicipal da cidade de João Pessoa e Região Metropolitana foi aprovada por todos os parlamentares da Casa de Epitácio Pessoa. Ao enviar a matéria ao Poder Legislativo, o governador do Estado João Azevêdo argumenta que a implementação da Integração possibilitará o subsídio do custo para o usuário, permitindo-lhe mobilidade adequada e com custo suportável. “Atualmente, as empresas de transporte intermunicipal de passageiro nas linhas com origem e destino João Pessoa provenientes de Santa Rita, Bayeux, Cabedelo e Conde já aplicam desconto no valor da tarifa da passagem utilizada pelos usuários de transportes de ônibus. Esse desconto está sendo aplicado por liberalidade das empresas. E elas alegam que não estão mais suportando o desconto e que estão na iminência de interrompê-la. Diante disso, o grande prejudicado será o usuário”, alegou o governador.

O deputado estadual Dr. Taciano Diniz destacou que a implantação do Sistema será benéfico para os paraibanos que trabalham e residem na Região Metropolitana de João Pessoa e que necessitam diariamente fazer uso de várias conduções para chegarem aos seus destinos. “Trará o benefício de custeio tarifário para os passageiros que utilizam a bilhetagem eletrônica pagando apenas 50% da tarifa na segunda passagem no trajeto entre os municípios de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde”, reforçou o deputado.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1