Assembleia Legislativa aprova projeto do deputado Tovar que declara São João do Cariri como a “Cidade da Fé”

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei nº 3.766/2025, de autoria do deputado estadual Tovar Correia Lima, que declara o município de São João do Cariri como a “Cidade da Fé”. A proposta agora segue para sanção do governador.

O projeto reconhece oficialmente a importância histórica, cultural e religiosa de São João do Cariri, uma das cidades mais antigas da Paraíba e símbolo de devoção no estado. A nova legislação autoriza o Governo da Paraíba a celebrar convênios e destinar recursos para fomentar o turismo religioso e preservar as manifestações de fé do município.

A aprovação representa um marco para a cidade, que há mais de 170 anos celebra a tradicional Festa de Nossa Senhora dos Milagres, reunindo milhares de romeiros todos os anos. Além disso, o município também realiza a Semana da Cultura Evangélica, o que reforça seu caráter plural e de respeito à diversidade religiosa.

Para o deputado Tovar Correia Lima, a iniciativa vai além do reconhecimento simbólico. “Essa lei é uma forma de proteger nossa herança religiosa, incentivar o turismo sustentável e garantir que a fé continue sendo um instrumento de identidade e desenvolvimento para São João do Cariri”, afirmou.

A conquista é fruto de um trabalho conjunto e foi saudada por lideranças locais. O prefeito Chico de Eulina teve papel decisivo na mobilização da comunidade, atuando ativamente pela valorização do turismo religioso. O ex-prefeito Helder Trajano também foi lembrado pelo empenho ao longo de sua gestão na promoção da cultura e da fé no município. A vice-prefeita Stela Maracajá reforçou o apoio institucional ao projeto, destacando a importância da lei para o futuro econômico e cultural da cidade.

Tovar também fez questão de reconhecer o papel de cada cidadão caririzeiro na construção dessa identidade religiosa. “Esse título é de todos: dos que organizam a festa, dos que acolhem os romeiros, dos que mantêm viva a fé com gestos simples do dia a dia. Essa é uma vitória coletiva”, afirmou o parlamentar.

Com a sanção da lei, as manifestações religiosas de São João do Cariri deverão ser incluídas oficialmente nos roteiros turísticos do Estado da Paraíba, com ampla divulgação em campanhas promocionais. A expectativa é de que a medida contribua significativamente para o fortalecimento da economia local e para a preservação das tradições que tornam a cidade um verdadeiro símbolo da fé nordestina.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri