Após ter igreja interditada, ‘pastora do Pix’ prega na Orla de João Pessoa e faz promessas de cura

A igreja da pastora Renallida foi fechada  após aglomeração na noite desta quarta-feira (15), data que marcaria a inauguração do templo em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Após o ocorrido, a líder religiosa levou fiéis para um culto na praia e transmitiu o momento nas redes sociais.

“Podem ter tentado fechar a igreja, me chamado de ladra. Tem problema não, eu tenho gogó. O que Deus determinou vai ser feito”, disse a pastora.

Polêmica 

A pastora paraibana Renallida Carvalho foi detonada nas redes sociais por um pastor após propor um voto espiritual em troca de PIX. Vários usuários do Instagram também criticaram a conduta da paraibana, que é líder da igreja pentecostal Templo em Movimento.

O pastor Anderson Silva, líder da Igreja em Movimento, classificou Renallida e o também pastor Leonardo Sales como estelionatários espirituais. Em uma live da qual participavam 11 mil pessoas, Renallida explicou como funcionaria o voto.

“Você vai agora, em nome de Jesus, colocar diante do Senhor, o número 7, que é o número da perfeição. Você vai fazer sua oferta de número sete. Ninguém é pobre demais que não pode fazer um voto de sete reais, ninguém é rico demais que fique pobre por conta de sete reais”, disse a pastora, convocando os fiéis a doarem.

Reação 

A pastora paraibana Renallida Carvalho, da Igreja Templo em Movimento, rebateu através de seus advogados as insinuações do pastor Anderson Silva, líder da igreja Templo em Movimento, de que ela estaria praticando estelionato ao pedir dinheiros aos seus seguidores.

Em, nota, os advogados Igor Guimarães Lima e Joallyson Guedes Resende consideraram que o pastor não poderia fazer uso de seu direito de expressão para imputar a Renallida um crime sem qualquer “plausibilidade jurídica”.

“Pastora Renalida jamais se utilizou da fé e da crença religiosa do indivíduo para enganar outrem e auferir qualquer vantagem patrimonial”, diz trecho da nota.

De Olho no Cariri

Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1