Após operação que envolveu funcionários e despachantes do Detran, posto de São João do Cariri volta a funcionar

A informação é exclusiva e fruto de uma entrevista concedida pelo superintendente do Detran da Paraíba, Agamenon Vieira, ao Jornal do Meio Dia da Serra Branca FM. O posto de São João do Cariri estava fechado há cerca de 15 dias por conta de uma operação deflagrada pela Polícia Civil em parceria com o Detran que investiga irregularidades na unidade e de seus dirigentes locais.

A ex-chefe do Detran de São João do Cariri chegou a ser presa por usurpação de função pública e foi liberada após pagamento de fiança. A investigação continua sendo realizada pela polícia civil, envolvendo não apenas a ex-chefe do Detran, mas os funcionários do órgão na cidade.

Ainda assim, segundo o superintendente Agamenon Vieira, não seria justo que a população fosse penalizada com a suspensão dos serviços devido à investigação. Pensando nisso, o Detran nomeou um interventor que junto à funcionária do órgão em São João do Cariri retornaram nesta quinta-feira (25) às atividades no posto.

De acordo com o superintendente, a partir de agora o posto do Detran em São João vai funcionar três dias por semana, o que segundo ele é o suficiente para a cobertura da demanda. O posto estará aberto nos dias de segunda, momento da feira livre da cidade, quarta e sexta-feira.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

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