Aesa estuda diminuir vazão do açude de Boqueirão para Acauã após alerta em barragem

A Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa) estuda diminuir ou suspender a vazão do Açude de Boqueirão para Acauã após o Ministério do Desenvolvimento Regional comunicar paralisação do bombeamento no Eixo Leste. A decisão ocorreu depois que equipamentos de monitoramento da Transposição emitiram alerta durante a fase final de enchimento da barragem Cacimba Nova, em Custódia (PE).

De acordo com o presidente da Aesa, Porfírio Catão, hoje com 22,08% de capacidade, Boqueirão garante o abastecimento até o próximo período chuvoso para Campina Grande, mais 18 cidades e um distrito.

Entretanto, segundo ele, a falta da água da transposição pode obrigar a cortar o repasse para Acauã, que apresenta apenas 12% de sua capacidade, e abastece cerca de 110 mil pessoas em municípios do Vale do Paraíba. Esse seria um dos casos mais preocupantes.

Sem a água da transposição, outras cidades do Cariri paraibano que eram abastecidas por água captada no Rio Paraíba, de acordo com Porfírio Catão, serão abastecidas através do açude de Cordeiros, no Congo. O açude teria capacidade para abastecer a população por quatro meses.

O MDR informou que a Transposição passará por novas intervenções estruturantes para garantir o funcionamento adequado da barragem. A medida é preventiva e, portanto, a estrutura não apresenta risco de rompimento.

O consórcio supervisor da obra realiza estudo e perícia para identificar os ajustes técnicos necessários à estrutura, bem como indicar ações preventivas e de reparo que deverão ser realizadas.

De Olho no Cariri

Com Roberto Targino – MaisPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB