Açude de Camalaú atinge a sua capacidade máxima e começa a sangrar; águas seguem para Boqueirão

Nas primeiras horas desta quinta-feira(23), o açude público do município de Camalaú, localizado no Cariri paraibano, atingiu a sua capacidade máxima e começou a sangrar.

Os moradores da cidade estavam na expectativa durante a madrugada e ao amanhecer puderam vislumbrar a grande maravilha das águas transcorrendo pelo sangradouro do manancial.

Localizada na Região do Alto Curso do Rio Paraíba, o açude de Camalaú atingiu a capacidade máxima chegando a 100,17 %, representando um volume atual de 48.190.726 m³. O reservatório tem capacidade total de armazenamento de 48.107.240 m³ de água, segundo dados da AESA.

Nesta última quarta-feira(22) o açude de Poções em Monteiro também atingiu a sua capacidade máxima e as águas seguiram para Camalaú, que foram primordiais para levarem o manancial a chegar a sua capacidade máxima.

Construído no final da década de 80 e início de 90, o açude sangrou por apenas duas vezes durante a sua história. As águas de Camalaú seguem pela calha do Rio Paraíba para o Açude de Boqueirão, que falta quatro metros para atingir o seu volume máximo.

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De Olho no Cariri

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Capitaneada pelo PL de Flávio Bolsonaro, a direita tirou cadeiras do centrão no Senado e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amargar a sua pior votação em termos de votos válidos em um primeiro turno desde 1998.

Lula teve 53,9 milhões de votos neste domingo (4) e ficou atrás de Flávio, com 56,1 milhões de votos. Em porcentagem, o candidato do PL teve 47% dos votos válidos e o petista, 45,2%.

Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro (PL), Lula teve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, quando disputava a reeleição, marcou 48,6%. E em 2002, quando chegou à Presidência pela primeira vez, teve 46,4%.

A última vez que o petista teve uma porcentagem de votos válidos tão baixa em um primeiro turno foi em 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em busca da reeleição e marcou 31,7%. Na ocasião, Lula foi derrotado ainda no primeiro turno.

Quem perde, quem ganha

Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e saiu derrotado em estados-chave para o resultado eleitoral, como em Minas Gerais, que sempre deu maioria dos votos a todos os presidentes eleitos desde 1989.

Na outra ponta, Flávio superou a votação do pai em 2022 em cerca de 5 milhões de votos, saltando de 51,1 milhões (43,2% dos votos válidos) para 56,1 milhões.

Os números de Flávio neste domingo se refletem nos resultados do PL nas eleições para o Senado.

O PL elegeu 19 senadores. Somados aos nove que já cumpriam mandatos definidos pelas urnas em 2022, o Partido Liberal tem hoje a previsão de ocupar 28 cadeiras no Senado a partir de 2027.

O partido Novo vai ter três senadores. Deste trio, dois abandonaram a campanha do correligionário Zema e apoiaram a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto ainda no primeiro turno: Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR).

Somados, PL e Novo terão 31 senadores — quase 40% do Plenário da Casa. E há outros senadores bolsonaristas fora do PL, como Damares Alves (Republicanos-DF) e o recém-eleito Guilherme Derrite (PP-SP).

O PT não ganhou cadeiras, mas também não perdeu: seguirá com as dez que já possui.

Mas, no saldo, a esquerda vai ficar com três cadeiras a menos: o PSB saiu de sete para três; a Rede foi de zero para uma; e o PDT caiu de duas pra uma.

Quem mais teve que ceder espaço foi centrão. O PSD, por exemplo, perdeu nove cadeiras no Senado.

Mais governadores

A onda de direita também foi sentida nas eleições para os governos estaduais.

Hoje, o PL comanda apenas um estado: Santa Catarina, com Jorginho Mello.

Já em 2027, serão no mínimo cinco, com Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique) e Rio Grande do Sul (Zucco). Santa Catarina, com Jorginho Mello reeleito, fecha a lista.

Também há dois nomes do PL disputando o segundo turno: Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, e a Professora Maria do Carmo, no Amazonas.

No RJ, Ruas teve 49,3% dos votos válidos no primeiro turno e ficou à frente do ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula.

Ruas precisa de menos de um ponto percentual para ser eleito.

Desde 2018, o Rio de Janeiro tem consistentemente dado mais votos à família Bolsonaro e a seus aliados do que ao PT — tanto para a Presidência, quanto para o governo local.

O estado também elegeu dois nomes do PL para o Senado: Carlos Portinho (reeleito) e Carlos Jordy.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil