Atacante Matheus Cunha brilha em vitória do Brasil e encerra jejum paraibano de 43 anos em Copas

Um paraibano voltou a marcar gols em uma Copa do Mundo após 43 anos. O pessoense Matheus Cunha foi o destaque da vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, na noite desta sexta-feira (19), na Filadélfia, pela segunda rodada do Mundial disputado nos Estados Unidos.

Contra Marrocos, na estreia, Cunha havia entrado apenas no segundo tempo e recebeu uma chance entre os titulares contra Haiti na vaga de Igor Thiago, titular no primeiro jogo e alvo de críticas pela atuação.

O primeiro gol de Matheus saiu após disputa com a defesa haitiana. O segundo foi um belo lance: ele recebeu em profundidade e bateu forte de pé esquerdo para ampliar o placar. Vinicius Júnior marcou o terceiro gol da Seleção.

Apesar do destaque do atacante paraibano, é preciso considerar a fragilidade do adversário. O Haiti ofereceu pouca resistência ao Brasil e protagonizou a maior disparidade de ranking entre seleções em partidas programadas para esta Copa do Mundo. A seleção Brasileira iniciou o torneio na sexta colocação do ranking da Fifa, enquanto os haitianos ocupavam a 83ª posição, uma diferença de 77 lugares.

A distância também aparece no valor de mercado dos elencos. Segundo estimativas do mercado internacional, o grupo brasileiro está avaliado em cerca de 928 milhões de euros, contra aproximadamente 18 milhões de euros do Haiti, uma diferença superior a 50 vezes.

Se o primeiro tempo foi de domínio brasileiro pelos gols, a etapa final foi bem aquém. A Seleção caiu de rendimento e produziu pouco ofensivamente. O principal momento veio quando Endrick, que entrou justamente na vaga de Matheus Cunha, balançou as redes, mas o lance foi anulado por impedimento.

Mesmo com as limitações técnicas do Haiti, os caribenhos conseguiram assustar em alguns momentos e chegaram a exigir uma boa defesa do contestado goleiro Alisson.

O feito de Matheus Cunha, porém, tem um significado especial para a Paraíba. A última vez que um jogador paraibano havia marcado em uma Copa do Mundo foi em 1982. Na ocasião, o lateral Júnior fez um dos gols da vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Argentina, em Barcelona, na Espanha.

Até esta edição do Mundial, Júnior era o único paraibano a balançar as redes em uma Copa do Mundo.

A Paraíba já teve sete representantes na história da competição. Em 2026, além de Matheus Cunha, o lateral-esquerdo Douglas Santos também integra o elenco da Seleção Brasileira. Os dois foram titulares na vitória sobre o Haiti.

Com Blog do Maurílio Júnior

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB