Aumentos constantes no gás de cozinha fazem revendas fecharem as portas na Paraíba

Revendedoras de gás de cozinha estão encerrando as atividades na Paraíba por causa dos constantes aumentos do produto e da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. A revelação é do presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha na Paraíba, Marcos Antônio Bezerra.

“Da pandemia para cá houve uma retração de 40%. Já existem muitas revendas que estão fechando. Na Paraíba já fecharam mais de 50. A nossa sobrevivência vai ficando difícil porque temos uma estrutura que precisa de uma margem para sobreviver. Essa retração faz com quem não geremos os valores para fazer o pagamento. Com isso as atividades são encerradas”, disse em entrevista.

A Partir desta quinta-feira (2), o consumidor vai pagar mais caro pelo produto. O aumento deverá ser entre R$ 7 a R$ 10.  De acordo com Marcos Antônio, o novo reajuste do gás vai custear despesas do setor.

“Todos os anos no mês de setembro as distribuidoras repassam um aumento referente a dissídio coletivo e insumos. Tudo que aumenta durante um ano se faz esse reajuste”, explicou.

De Olho no Cariri

Mais PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1