Em coletiva no Rio Grande do Norte, Lula prega diálogo e diz que quando vier à Paraíba, pedirá audiência com João Azevêdo

Em uma coletiva concedida à imprensa no Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (25), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pregou o diálogo com partidos e garantiu que, quando vier à Paraíba, pedirá audiência com o governador João Azevêdo (Cidadania). O petista, que concorrerá às eleições de 2022, faz caravana por alguns estados do Nordeste.

A conversa com os jornalistas aconteceu antes do lançamento do Programa Nordeste Acolhe, que irá conceder um auxílio de R$ 500 aos órfãos da pandemia de Covid-19. Cada estado, que faz parte do Consórcio aderiu ao projeto, e irá beneficiar centenas de crianças e adolescentes. Na Paraíba passam dos 700 órfãos.

Questionado sobre a relação com a Paraíba, Lula (PT) disse que foi amigo dos ex-governadores José Maranhão (falecido), Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima, cada um de partido diferente ao seu. “Eu converso porque eu gosto de conversar com as pessoas. Eu não converso só com corinthiano. Eu converso com palmeirense. Sou vascaíno. Casei com uma flamenguista. Eu gosto de conviver na adversidade com as pessoas”, brincou, como visto em sua live.

Ainda de acordo com o ex-presidente, ainda falta passar pelos estados Sergipe, Alagoas e Paraíba. “Quando for à Paraíba, eu vou pedir uma audiência com o governador e vamos visitá-lo de forma civilizada. Nós vamos conversar com o MDB, conversar com PSB e vamos conversar  com todo mundo. É assim que o Brasil precisa se acostumar”, garantiu.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1