Em audiência pública, prefeito Edglei Amorim explica decreto envolvendo o açude Pau Caído e recebe apoio da população e autoridades

Em reunião bem participativa, num espaço propício à democracia e com a presença representativa de membros das comunidades Pau Caído, Pipa e Casa Nova e autoridades do município foi realizada na noite desta quinta-feira (19) a audiência pública referente ao açude Pau Caído, maior patrimônio hídrico de Santo André.

O evento contou com cerca de 70 pessoas, entre eles o prefeito Edglei Amorim, todos os vereadores da base aliada (Socorro Souto, Assis Benjamin, Rodrigo Camilo e Dennys Cavalcante), o secretário de agricultura, Alex Barbosa, que comandou o encontro e outros secretários do Governo Municipal.

O prefeito Edglei Amorim destacou os pontos principais do decreto instituído por ele próprio em relação ao manejo das margens do manancial e ficou bem claro e acordado com todos os presentes: todo e qualquer plantio com agrotóxico está proibido de ser feito às margens do açude Pau Caído.
O decreto prevalece por tempo indeterminado e até a conclusão de uma lei de gestão das águas e plantações no açude Pau Caído, que deverá ser elaborada a partir dos próximos dias em audiências públicas que serão organizadas junto à Aesa, Ana, universidades, autoridades do município e a população das comunidades envolvidas.

Segundo o secretário Alex Barbosa, há apenas um plantio que fica próximo ao açude e cujo dono já foi notificado e deverá encerrá-lo tão logo faça a colheita, não podendo fazer novo plantio. “Vamos construir um processo bastante democrático, ouvindo a comunidade e as sugestões de todos, de forma a salvaguardar nosso manancial e ao mesmo tempo extrairmos dele as riquezas que o meio ambiente pode nos ofertar”, finalizou o secretário Alex.

Ainda na reunião e num gesto de desprendimento de todos, vereadores e populares fizeram doações espontâneas de cimento e pedras e o prefeito Edglei Amorim se comprometeu em fazer melhorias no balde e sangradouro do açude, utilizando ainda de recursos próprios para esse trabalho.

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A Polícia Federal confirmou que Tadeu Dantas, sócio-proprietário da Pixbet, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), durante a segunda fase da Operação Arena, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a empresa.

O mandado de prisão tinha como alvo o empresário em Campina Grande, mas ele não foi localizado no endereço indicado. As equipes da PF encontraram Tadeu em uma casa na praia de Jacumã, no município do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo as investigações, o esquema teria utilizado a empresa de apostas para movimentar recursos enviados ao exterior, com parte do dinheiro direcionada para Curaçao, apontado como paraíso fiscal.

Esta é a primeira prisão realizada no âmbito da Operação Arena. Na primeira fase, deflagrada em agosto, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos estava Ernildo Júnior, sócio majoritário da Pixbet. Como ele não foi encontrado em casa, foi localizado posteriormente em uma rodovia na saída de Campina Grande. Na ocasião, policiais apreenderam o celular e o veículo utilizado pelo empresário.

A defesa de Tadeu Dantas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

De Olho No Cariri