MPPB denuncia 22 prefeitos que não se comprometeram a fechar lixões; 11 deles são do Cariri

Imagem ilustrativa

Pelo menos 22 prefeitos paraibanos foram denunciados pela Procuradoria-Geral de Justiça da Paraíba à Justiça, por crime ambiental. Conforme a denúncia, eles não assinaram acordos de não persecução penal (ANPP) se comprometendo a dar a destinação correta aos resíduos sólidos produzidos em suas cidades.

Foram denunciados os gestores dos municípios de Boqueirão, Mato Grosso, Pocinhos, Alagoa Nova, Aroeiras, Igaracy, Lastro, Prata, São José dos Cordeiros, São José de Princesa, São Vicente do Seridó, Belém do Brejo do Cruz, Bom Jesus, Santo André, Livramento, Parari, Sumé, Zabelê, São João do Cariri, Camalaú, Bom Sucesso e Serra Branca. As denúncias foram apresentadas pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), órgão auxiliar do procurador-geral de Justiça da Paraíba, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho.

Conforme o Ministério Público da Paraíba (MPPB), os lixões desses municípios ocupam uma área estimada total de 40,53 hectares, o equivalente a, aproximadamente, a 40 campos de futebol. O MPPB alerta aos prefeitos e prefeitas das 3ª, 4ª e 5ª regiões que assinaram ANPPs que o prazo para o cumprimento termina no dia 1º de dezembro. A atuação faz parte do projeto “Fim dos lixões da Paraíba”, iniciado em 2018.

Os gestores foram convidados, mas se recusaram a assinar os acordos de não persecução penal que, em resumo, previa o fechamento dos lixões da Paraíba em um prazo determinado, em troca da extinção de punibilidade pelo crime ambiental. Diante disso, o MPPB realizou vistorias técnicas nas localidades, comprovando a destinação ambientalmente inadequada dos resíduos sólidos. Por esse motivo, foram alvos dessa ação do Ministério Público e terão que responder perante à Justiça pelos crimes ambientais provocados.

Além das providências tomadas em relação aos gestores que não assinaram os acordos, que foram as denúncias, o MPPB está avaliando o cumprimento das obrigações por parte dos que se comprometeram. Nesse sentido, já foram encaminhadas 66 petições à Justiça, envolvendo prefeitos e prefeitas dos municípios que compõem as 1ª e 2ª regiões do Estado. Dessas, 30 foram pedidos de extinção de punibilidade pelo cumprimento dos acordos de não persecução penal (comprovada a destinação correta dos resíduos e o fechamento do lixões) e 36 de rescisão dos ANPPs, devido ao não cumprimento.

O promotor de Justiça e coordenador da Ccrimp, Rodrigo Pires, também alertou aos gestores dos municípios das 3ª, 4ª e 5ª regiões que firmaram acordos que o prazo para cumprimento das obrigações assumidas está se encerrando. “Aqueles que não comprovarem perante à Ccrimp o encerramento dos lixões, terão os acordos rescindidos e, por conseguinte, também serão denunciados”, disse.

O projeto “Fim dos Lixões” foi concebido em meados de 2018, quando o Ministério Público se viu prestes a denunciar 90% dos municípios que destinavam resíduos a lixões por crime ambiental. Foi proposto o acordo de não persecução penal para que, em um ano, os municípios fechassem os lixões e termos de ajustamento de conduta para a recuperação da área degradada no prazo de cinco anos.

Dos 223 municípios paraibanos, 147 assinaram ANPPs. O projeto “Fim dos lixões” conta com a participação direta do Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Meio Ambiente, que elaborou e executou as ações do projeto junto com a PGJ, e de representantes da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Ministério Público Federal (MPF).

Com G1PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O município de Ouro Velho deu início, no último final de semana, ao 1º Circuito de Vaquejada, iniciativa que busca fortalecer uma das tradições mais presentes na cultura nordestina e incentivar a prática esportiva no município.

A abertura aconteceu no sábado, dia 26, reunindo participantes e admiradores da vaquejada. O circuito conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Velho, através da gestão do prefeito Dr. Júnior, e da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte, comandada pelo secretário Jackson Monteiro.

A realização do circuito também integra as ações de incentivo às manifestações culturais e esportivas do município, proporcionando momentos de lazer e integração para os participantes e para o público que acompanha as disputas.

O prefeito Dr. Júnior ressaltou a importância do apoio da gestão às atividades que fazem parte da identidade cultural da população.

“A vaquejada faz parte das nossas tradições e movimenta muitas pessoas que gostam e vivem esse esporte. A Prefeitura está dando todo o apoio para que esse primeiro circuito seja realizado com organização e possa crescer cada vez mais. Nosso compromisso é continuar incentivando a cultura, o esporte e as iniciativas que movimentam Ouro Velho”, destacou Dr. Júnior.

O secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Jackson Monteiro, destacou que a proposta é fortalecer o circuito e ampliar a participação ao longo das etapas.

“Estamos iniciando o primeiro Circuito de Vaquejada de Ouro Velho com muita satisfação. É uma iniciativa pensada para valorizar nossos vaqueiros, preservar essa tradição e proporcionar mais uma opção de esporte e entretenimento para a população. Agradecemos ao prefeito Dr. Júnior por todo o apoio para tornar esse projeto possível”, afirmou Jackson.

A expectativa é de que as próximas etapas mantenham a participação dos competidores e consolidem o Circuito de Vaquejada de Ouro Velho no calendário esportivo e cultural do município.

De Olho no Cariri

Com Cariri em Ação