PF vai utilizar drones para coibir ‘boca de urna’, compra de votos e faz planejamento para fiscalizar locais críticos na Paraíba

A Polícia Federal (PF), na Paraíba, informou nesta quarta-feira (28), que drones serão utilizados no dia da votação para coibir práticas recorrentes em diversos municípios brasileiros, a ‘boca de urna’ e a compra de votos. Além disso, diante do acirramento político em alguns municípios paraibanos, o órgão também planeja fiscalização nessas localidades.

Os drones terão a função de alcançar áreas onde ocorrem esses crimes e que não estão necessariamente perto de uma zona eleitoral. Por exemplo, se houver pessoas tentando comprar votos a quatro quarteirões de uma escola que ocorre votação, o drone irá flagrar a cena e a imagem será utilizada como provas do crime eleitoral.

No País, a perspectiva, segundo informou a Polícia Federal é utilizar mais de 100 drones. O objetivo não é utilizar apenas esses equipamentos nos municípios sedes da Polícia Federal, mas expandir para outras áreas onde há suspeita de compra de voto, ‘boca de urna’ ou propaganda irregular eleitoral no dia da eleição.

A Polícia Federal ainda informou que está se preparando para as ações de fiscalização em dois turnos, tendo em vista que cidades como João Pessoa e Campina Grande, há possibilidade de segundo turno por conta do número de candidatos que disputam a vaga de prefeito.

Além disso, o órgão também está de olho nas chamadas ‘fake news’. No entanto, o trabalho de inteligência está sendo desenvolvido em todo o País e que requer tecnologia diferenciada. Também conta com o apoio dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) e dos Ministérios Públicos.

Ainda de acordo com informações, a Polícia Federal também está fazendo uma seleção de locais mais críticos na Paraíba para poder fiscalizar mais de perto. No entanto, esse trabalho seletivo só será finalizado nas vésperas da eleição. O número de drones a ser utilizado no território paraibano não foi revelado.

De Olho no Cariri

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos, para onde diz ter ido para se proteger do que chama de “perseguição” jurídica no Brasil. O ex-deputado teve concedido um greencard (permissão de residência) pelo governo norte-americano. Ele acabou sendo cassado pela Câmara por excesso de faltas.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil