Bolsonaro critica Moro e diz que quando precisar pedir autorização para demitir alguém, deixa de ser presidente

Criticando a justificativa que Moro usou para deixar o cargo de ministro da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro, disse durante pronunciamento na tarde desta sexta-feira (24) que é dever dele colocar e tirar quem bem entender: “Eu não tenho que pedir autorização de ninguém para trocar diretor ou qualquer outro que esteja na pirâmide hierárquica do poder executivo. Quando precisar pedir autorização para demitir alguém eu deixo de ser presidente”, desabafou.

O presidente repetiu várias vezes a frase de que “uma coisa é admirar uma pessoa, outra coisa é conviver com ela”, se referindo ao ex-ministro. Bolsonaro deixou claro que se decepcionou com Moro em vários momentos durante sua gestão. Para ele, o ex-ministro está “procurando uma maneira de colocar uma problema entre eu e o povo brasileiro”, explicou.

“Poderosos se levantaram contra mim. Eu estou lutando contra um sistema. Coisas que aconteciam no Brasil não acontecem mais. Em grande parte pela minha coragem de indicar ministros comprometidos com o futuro do pais.”

Bolsonaro ainda avaliou como desgastante sua relação com o ministro dando como exemplo diversos pedidos. “Cobrei dele que tomasse decisões, mas a PF se preocupou mais com Marielle do que com o seu presidente”, disse.

O presidente ainda ironizou: “Quero dizer a Moro que assim como ele disse que tem uma biografia eu também tenho uma biografia a zelar.”

“Torci muito para dar certo, mas infelizmente não deu”, avaliou.

“Não posso aceitar minha autoridade sendo confrontada por qualquer ministro. Confiança é uma via de mão dupla. O governo continua e não pode perder sua autoridade para alguém que se antecipa a projetos outros. Travo o bom combate. A minha preocupação é entregar o Brasil para quem vier a me susbtitutir bem melhor que que peguei em janeiro do ano passado. O nosso dever é de servir a Pátria”, concluiu.

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Os eleitores da Paraíba escolheram neste domingo (4) os 12 deputados federais que vão representar o estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Destes, 9 foram reeleitos e três são novos nomes na bancada.

Cabo Gilberto Silva (PL) foi o candidato mais votado para deputado federal na Paraíba nas Eleições 2026. Ele lidera a lista dos 12 nomes eleitos pelo estado para a Câmara dos Deputados.

A nova bancada paraibana também terá apenas uma mulher. Pollyanna Werton (PP) foi a única candidata eleita para uma das 12 vagas destinadas à Paraíba na Câmara Federal.

Além de Cabo Gilberto e Pollyanna, foram eleitos Aguinaldo Ribeiro (PP), Ricardo Coutinho (PT), Murilo Galdino (Republicanos), Hugo Motta (Republicanos), Wilson Santiago (Republicanos), Ruy Carneiro (Podemos), Gervásio Maia (PCdoB), Wellington Roberto (PSD), Damião Feliciano (União) e George Morais (PL).

Veja a lista dos deputados federais eleitos pela Paraíba

  • Cabo Gilberto Silva (PL);
  • Aguinaldo Ribeiro (PP);
  • Ricardo Coutinho (PT);
  • Murilo Galdino (Republicanos);
  • Hugo Motta (Republicanos);
  • Wilson Santiago (Republicanos);
  • Ruy Carneiro (Podemos);
  • Gervásio Maia (PCdoB);
  • Wellington Roberto (PSD);
  • Damião Feliciano (União);
  • George Morais (PL);
  • Pollyanna Werton (PP).

Como ficou a distribuição das vagas

O Republicanos e a Federação União Progressista ficaram com o maior número de cadeiras na bancada paraibana, com três vagas cada.

O Partido Liberal (PL) e a Federação Brasil da Esperança elegeram dois deputados cada. PSD e Podemos ficaram com uma vaga cada.

  • Republicanos: 3 vagas;
  • Federação União Progressista: 3 vagas;
  • Partido Liberal (PL): 2 vagas;
  • Federação Brasil da Esperança: 2 vagas;
  • Partido Social Democrático (PSD): 1 vaga;
  • Podemos: 1 vaga.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba