Artesãs em São João do Tigre produzem máscaras para enfrentar crise do coronavírus

As artesãs paraibanas da Cooperativa de Produção de Bens e Serviços de São João do Tigre – COOPTIGRE estão driblando a atual crise e dando exemplo de cidadania ao produzir máscaras descartáveis e de tecido para uma empresa do Estado do Pernambuco e para a população local. A Associação é atendida pelo Governo do Estado da Paraíba e pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), através do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú – PROCASE.

A iniciativa partiu do presidente da Associação, Chico Dantas e da vice-presidente Gislainy Samara, após a recomendação do Ministério da Saúde sobre o uso de máscaras pela população em geral. Segundo Gislainy, o contato foi feito com uma empresa de Santa Cruz do Capibaribe, para a qual as costureiras da Associação já produziam roupas e que agora estava procurando mão-de-obra para a confecção de máscaras que serão doadas pelo Governo do Pernambuco. “Quando eu vi que as máscaras estavam em falta no mercado, conversei com nosso Presidente, Chico Dantas e vimos ali uma solução para algumas das nossas costureiras e para o nosso maquinário, que estava parado. Além de ser uma renda extra, ainda ajudamos no combate ao Covid-19”, afirmou.

Só na primeira remessa, foram confeccionadas mais de 1.500 máscaras em tnt, fora as encomendas locais, feitas em tecido. As costureiras trabalham fazendo o uso de máscaras e luvas e o ambiente é higienizado frequentemente. E não falta também a criatividade na produção, nos tecidos coloridos utilizados nas máscaras de pano.

A cooperativa é atendida pelo PROCASE desde 2014, tendo como atividade principal o artesanato, onde foram investidos recursos para a reforma da sede, compra de maquinários e insumos para a produção. Agora, em tempos de pandemia, é mais que notória a importância de incentivar os grupos produtivos de mulheres para que elas sejam proponentes nos processos de comercialização de suas produções.

O PROCASE é fruto da parceria entre o Governo do Estado da Paraíba e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), organismo das Nações Unidas (ONU), beneficiando 56 municípios do semiárido paraibano, e visa fortalecer a agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento rural sustentável, reduzindo os níveis de pobreza rural e fortalecendo ações de prevenção e mitigação da desertificação.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 21ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (21ª DSPC), com atuação da UNINTELPOL e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou a prisão de um caminhoneiro natural de Esperança-PB, flagrado transportando mais de meia tonelada de drogas na cidade de Vitória da Conquista, no Estado da Bahia. A captura aconteceu nessa segunda-feira (5), por volta das 11h30. No total, cerca de 523 quilos de entorpecentes.

O suspeito trabalhava como caminhoneiro em uma transportadora e, segundo os elementos reunidos durante a investigação, estaria utilizando o veículo da empresa para transportar drogas provenientes da região Sul do país com destino ao Brejo Paraibano. As investigações tiveram início no começo de setembro, após a Polícia Civil da Paraíba receber informações de que parte das drogas comercializadas na cidade de Solânea estaria chegando à região por meio do transporte realizado pelo caminhoneiro.

A partir das informações, equipes da 21ª DSPC com apoio da UNINTELPOL, realizaram levantamentos e análise de dados, conseguindo identificar características da atuação, rotas utilizadas e padrões relacionados ao deslocamento do caminhão. As informações obtidas foram compartilhadas com forças de segurança que atuam ao longo das rotas identificadas, permitindo o acompanhamento do deslocamento do veículo até a abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Vitória da Conquista.

Drogas – Durante a abordagem, os policiais localizaram uma grande quantidade de drogas no interior do caminhão-trator, de cor vermelha. O motorista foi preso e o material ilícito apreendido. Foram localizados 75 tabletes de cocaína, totalizando 78,1 quilos; 10 tabletes de pasta base de cocaína, com 10,5 quilos; e 359 tabletes de maconha, totalizando 434,4 quilos. O valor estimado da droga ultrapassa R$ 1 milhão.

Com MaisPB