‘Calvário’: Ricardo Coutinho e mais sete acusados devem usar tornozeleira eletrônica

O desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), determinou nesta sexta-feira (21) o uso de tornozeleira eletrônica para o ex-governador do estado, Ricardo Coutinho, e mais sete investigados na ação.

Também devem usar os equipamentos Gilberto Carneiro da Gama, Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, Coriolano Coutinho, Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Francisco das Chagas Ferreira, David Clemente Monteiro Correia e Márcia de Figueiredo Lucena Lira.

A defesa de Ricardo Coutinho informou que ele ainda não intimado.  A ação investiga organização criminosa suspeita de desvio de R$ 134,2 milhões de serviços de saúde e educação.

O desembargador determinou ainda o recolhimento domiciliar noturno, no endereço residencial da casa de cada acusado, das 20h até as 5h.

De acordo com o desembargador Ricardo Vital, o monitoramento pelo uso de tornozeleira eletrônica se justifica como medida de fiscalização do cumprimento das demais medidas cautelares impostas ao grupo. Se os investigados descumprirem alguma delas, poderão ter a prisão preventiva decretada.

Os denunciados deverão comparecer, no prazo de 24 horas, a partir do momento em que forem intimados, à Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, onde fica localizada a central de monitoramento dos aparelhos.

G1 PB

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A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Frota Fantasma, que investiga um possível esquema de desvio de combustível na Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Teixeira.

Segundo a investigação, foram identificados abastecimentos atribuídos a veículos quebrados ou fora de uso, além de registros de abastecimento de geradores de unidades prisionais que não teriam ocorrido.

As irregularidades teriam sido identificadas pela própria Seap e analisadas durante cerca de um ano, com prejuízo estimado em R$ 800 mil aos cofres públicos.

Um servidor do setor de transportes da secretaria é suspeito de envolvimento e foi afastado das funções.

A operação também cumpriu medidas de bloqueio e sequestro de bens para preservar patrimônio e possibilitar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

As investigações continuam.

Com Paraíba Online