SURTO: Hubei confirma 242 mortes por coronavírus em apenas um dia

Hubei, epicentro do coronavírus na China, confirmou 242 novas mortes nesta quarta-feira (12). A região registrou 14.840 casos no último dia, sendo que 13.332 foram diagnosticados de forma clínica. Ao todo, apenas na província, são 48.206 casos do Covid-19.

As autoridades de saúde chinesas mudaram os critérios diagnósticos da doença, passando a aceitar relatórios clínicos dos sintomas, não apenas os testes em laboratório. Com isso, o número de casos confirmados deu um salto. Normalmente, estavam sendo confirmadas de 2 mil a 3 mil novas infecções por dia.

Dados de Hubei:
33.693 pacientes em hospitais
9.028 casos suspeitos
77.308 pessoas estão sob observação

Mais cedo, a cidade de Londres confirmou seu primeiro caso da doença. Este é o nono caso de infecção na Inglaterra. O paciente teria contraído o vírus na China antes de chegar ao país. Já os Estados Unidos confirmaram o segundo caso local da doença.

Reunião da OMS

Nos últimos dois dias, mais de 300 especialistas em saúde se reuniram na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, para avaliar o risco de disseminação do Covid-19.

“Esta reunião nos permitiu identificar as prioridades para a pesquisa [do Covid-19]. Como grupo de financiadores, continuaremos a mobilizar, coordenar e alinhar nosso financiamento para permitir a pesquisa necessária para enfrentar esta crise e interromper o surto, em parceria com a OMS”, disse o professor Yazdan Yazdanpanah, presidente do GloPID-R, grupo de “Colaboração em Pesquisa Global para a Prevenção de Doenças Infecciosas”.

A OMS disse que o mundo enfrenta uma escassez de trajes, máscaras, luvas e outros formas de proteção para se prevenir contra o surto do novo coronavírus e assegurou que a organização enviará equipamentos para nações mais vulneráveis.

“Vamos identificar os gargalos, encontrar soluções e garantir equilíbrio na distribuição de equipamentos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A agência de saúde da ONU pediu que os equipamentos sejam adquiridos apenas quando necessário e que profissionais da saúde de áreas de risco tenham o acesso garantido aos materiais.

“Profissionais da saúde devem ter prioridade para receber estes materiais. Em segundo lugar estão os doentes e seus cuidadores”, disse Ghebreyesus. “A OMS não encoraja que estas formas de proteção sejam adquiridas e estocada em países onde os riscos de transmissão são baixos.”

G1

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online