Municípios da PB iniciam o ano com decréscimo de receitas e aumento de despesas a exemplo do salário mínimo

Os municípios paraibanos iniciaram o ano enfrentando uma queda na receita, principalmente no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que reduziu 13,16% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, tiveram que adotar novas despesas como o aumento do salário mínimo que gerou impacto nas contas públicas, observando que os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo. Itens como combustíveis e alimentação também elevaram as despesas municipais nesse início de ano.

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) disse que a inflação de produtos essenciais aos municípios fez as despesas subirem, colocando as administrações em alerta nesse início de ano. Entre os itens com maiores impactos no IPCA estão a carne com 32,40%, energia elétrica com 5,00%, gasolina com 4,03% e alimentação que chegou a 6,37%. “Todos esses produtos são essenciais para manutenção e funcionamento das administrações municipais e, por isso, afetam diretamente nas finanças dos municípios que hoje tem muitas responsabilidades e não tem o apoio necessário por parte do Governo Federal. Itens e alimentação são utilizados na merenda escolar e em projetos sociais mantidos pelas gestões”, disse George.

Além disso, George Coelho lembrou que os municípios ainda terão que garantir a readequação do novo piso do magistério. Com base na nova estimativa de receita do Fundeb, o reajuste do piso salarial nacional do magistério público da educação básica para 2020 é de 12,84%. O valor passa dos R$ 2.557,74 em 2019 para R$ 2.886,15 em 2020, e deve ser pago aos profissionais com formação em nível médio, na modalidade normal, para a jornada de 40 horas semanais. Vale lembrar que por mais que exista o complemento por parte do Governo Federal, o aumento dos encargos sociais fica por conta dos municípios. “Essa é mais uma despesa que vai pesar na organização das finanças municipais, onerando os cofres”, afirmou.

Os municípios paraibanos chegaram a receber um total de R$ 110.253.810,15, valor inferior aos R$ 123.440.033,32 repassados em janeiro de 2019. Do total que os 223 municípios vão receber, R$ 22.050.762,03 vão para o Fundeb, R$ 16.538.071,52 para saúde, R$ 1.102.538,10 para o Pasep, restando o valor líquido de R$ 70.562.438,50.

“Iniciamos o ano com uma notícia ruim, redução de um recurso que já não é suficiente para manter serviços em nossos municípios. Vamos pressionar a nossa bancada e iremos até o Congresso Nacional cobrar a votação da Emenda à Constituição (PEC) 391/2017, que aumenta em mais 1% o FPM, para garantir transferência adicional em setembro”, observou o presidente da Famup.

George ainda destacou a importância do pacto federativo e de uma nova redistribuição dos recursos, como forma de garantir mais autonomia aos municípios. “Este ano estaremos juntos da CNM nessa luta, pois é a única chance de termos condições de trabalhar pela população, de oferecer serviços básicos com mais qualidade a exemplo de saúde e educação. Enquanto não conseguimos mais essa vitória, orientamos aos gestores cautela e uma organização maior nas contas e nos gastos, pois já iniciamos o ano de mãos atadas”, destacou.

Ascom Famup

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online