Polícia Civil identifica acusado de iniciar incêndio na zona rural de Monteiro; focos de queimada voltam a devastar a região

O fogo retornou na manhã desta quarta-feira (11), com mais intensidade e continua devastando uma área na zona rural de Monteiro, no Cariri paraibano. O fogo teve início na tarde da última segunda-feira (09) no Sítio Tigre dos Torres, e já atingiu as regiões do Uruçu, Moconha e Pitombeira.

Durante a madrugada desta quarta-feira o fogo havia sido controlado, mais os focos de incêndio reacenderam no período da manhã. O fogo já atingiu uma grande área, causando grandes prejuízos para os agricultores e produtores rurais, que perderam pastagem, animais e cercas.

A Polícia Civil de Monteiro foi informada que o incêndio havia sido criminoso, e começou as investigações, e já conseguiu identificar o suspeito da ação criminosa, que está causando um grande dano ao meio ambiente e aos moradores da região.

Em depoimento na 14° DSPC, uma testemunha afirmou que na segunda-feira estava em sua propriedade no Sítio Tigre dos Torres, quando um suspeito passou no local e pediu uma carona para casa, no sítio pinheiro, Zona rural, Camalaú -PB. A testemunha declarou que pediu que suspeito esperasse de 20 a 30 minutos pois o mesmo iria terminar os seus afazeres da sua propriedade para poder deixá-lo, o suspeito disse que não ia esperar e seguiu a pé pela estrada sentido a comunidade do Uruçu.

Minutos depois, já aproximadamente 100 metros da sua propriedade, testemunha notou uma fumaça muito grande pra direção que o suspeito saiu, de imediato pediu para que a sua esposa ligasse para o primo do declarante, para que viesse ajudar a apagar o incêndio que enquanto a sua esposa ligava a testemunha percebeu outro foco de fogo há aproximadamente 200 metros do primeiro foco de incêndio, foi quando pegou a sua motocicleta que quando saiu percebeu um terceiro foco de incêndio nas proximidades do segundo, que distante um quilômetro do primeiro foco de incêndio e viu a pessoa suspeita que estava abaixado na beira da estrada ateando fogo com um isqueiro.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura Municipal de Monteiro e moradores continuam os trabalhos para tentar controlar o incêndio. A Prefeitura Municipal de Monteiro enviou carros-pipa e uma equipe do SAMU para dar assistência às pessoas que apresentarem problemas de saúde provocados pela fumaça, além de montar um ponto de apoio na região para da suporte.

A Prefeita de Monteiro Anna Lorena acompanhada de auxiliares, esteve pessoalmente visitando a região e acompanhando os trabalhos na tarde desta terça-feira (10). Segundo a prefeita Ana Lorena, um acampamento foi formado na unidade básica de saúde da Pitombeira para dar apoio às pessoas que estão trabalhando para conter as chamas.

“Enviamos todo nosso maquinário e carros pipas e ainda conseguimos a solidariedade de prefeitos de cidades vizinhas, que destinaram máquinas e carros para ajudar no controle das chamas. Solicitamos ao governador e ele nos atendeu enviando mais 12 bombeiros, que se somaram aos que já estavam no controle às chamas para que o trabalho não fosse interrompido nem na madrugada”, explicou a prefeita.

Anna Lorena ainda afirmou que está reivindicando junto ao governador João Azevedo a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros, ou pelo menos uma viatura permanente no município, que é o maior da região do Cariri.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1