Policial natural da PB é confundido com bandido e morto por outro PM em PE

Um policial militar natural da cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça, na Paraíba, que trabalhava no estado de Alagoas, foi morto a tiros após ter sido confundido com um assaltante no domingo (27) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

Segundo informações, William da Silva de Farias, de 25 anos, estava dentro de um carro de transporte alternativo com destino a Campina Grande, quando um soldado da Polícia Militar de Pernambuco, que mora em Campina Grande, suspeitou que a vítima fosse um assaltante e atirou.

O policial percebeu uma arma na cintura da vítima e atirou. William da Silva foi socorrido para um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

O soldado que atirou prestou socorro e se apresentou voluntariamente no Batalhão da Polícia de Pernambuco.

Com PB Online

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O processo sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar parado no STF (Supremo Tribunal Federal) até pelo menos o mês de dezembro, considerando o pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Antes do fim da sessão da Corte realizada nessa terça-feira (15) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.

Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.Play Video

Gilmar propôs o julgamento unificado das seguintes petições:

  • Pet 16.662: procedimento que reúne o relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e que traz mensagens atribuídas a ele com referências a Moraes (objeto principal do julgamento de terça-feira);
  • Pet 16.704: concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução de apurações do caso Master e estava prevista para ser julgada em 23 de setembro. A proposta também prevê nova distribuição da relatoria após a reunião dos casos e a identificação de magistrados citados nos processos do Banco Master sobre os quais existissem indícios de recebimento de valores ou benefícios (proposta por Moraes).

Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisava ser submetida ao plenário.

Junto a Fachin, estiveram André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Na ala oposta, acompanharam Gilmar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com isso, o STF terminou o dia com 4 votos a 3 para manter a análise separada dos casos sobre Moraes e Mendonça. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação.

Com o pedido de vista de Dino, os 90 dias de intervalo começam a contar. O ministro, pode, se desejar, devolver o caso ao plenário antes de dezembro, quando o prazo limite se encerra. De toda forma, o instrumento que suspendeu a análise do STF coloca a data de julgamentos sobre Moraes e Mendonça em xeque.

A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: a ideia era que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil