Doze suspeitos de assaltos a bancos são presos na Paraíba

Ao menos 12 pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (24), durante a Operação Ladinos, que investiga suspeitos de assaltos a bancos na Paraíba. Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal cumprem mandados judiciais na Região Metropolitana de João Pessoa e nas cidades de Catolé do Rocha, Lagoa, Jericó, Santa Cruz e Pombal, Sertão paraibano.

Ao todo, 180 policiais e bombeiros foram empregados na operação, que segundo as investigações desarticula a quadrilha responsável por um estouro a carro forte em Jericó, assaltos aos bancos Bradesco de Brejo Santo, São João do Rio do Peixe, Bom Sucesso e uma tentativa de assalto também ao banco Bradesco de Jericó. Os presos serão encaminhados à sede da delegacia Seccional de Patos.

A Operação Ladinos é resultado de investigações desenvolvidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos e faz parte dos trabalhos executados pela força-tarefa criada no início deste ano pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Sesds) para enfrentamento aos crimes contra instituições financeiras.

Com Portal Correio

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O processo sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar parado no STF (Supremo Tribunal Federal) até pelo menos o mês de dezembro, considerando o pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Antes do fim da sessão da Corte realizada nessa terça-feira (15) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.

Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.Play Video

Gilmar propôs o julgamento unificado das seguintes petições:

  • Pet 16.662: procedimento que reúne o relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e que traz mensagens atribuídas a ele com referências a Moraes (objeto principal do julgamento de terça-feira);
  • Pet 16.704: concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução de apurações do caso Master e estava prevista para ser julgada em 23 de setembro. A proposta também prevê nova distribuição da relatoria após a reunião dos casos e a identificação de magistrados citados nos processos do Banco Master sobre os quais existissem indícios de recebimento de valores ou benefícios (proposta por Moraes).

Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisava ser submetida ao plenário.

Junto a Fachin, estiveram André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Na ala oposta, acompanharam Gilmar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com isso, o STF terminou o dia com 4 votos a 3 para manter a análise separada dos casos sobre Moraes e Mendonça. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação.

Com o pedido de vista de Dino, os 90 dias de intervalo começam a contar. O ministro, pode, se desejar, devolver o caso ao plenário antes de dezembro, quando o prazo limite se encerra. De toda forma, o instrumento que suspendeu a análise do STF coloca a data de julgamentos sobre Moraes e Mendonça em xeque.

A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: a ideia era que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil