Adolescente mata irmã, tira bebê da barriga dela e afoga outra criança

Uma adolescente de 13 anos foi apreendida em Porto Velho (RO) sob a acusação de ter assassinado a pauladas a irmã grávida, retirado com a ajuda de uma faca o bebê que ela esperava e afogado outro sobrinho, de 7 anos. Fabiana Pires de Santana, de 23 anos, estava no oitavo mês de gestação e o bebê sobreviveu. A polícia suspeita que a mãe de outro adolescente envolvido no crime seja a mentora dos assassinatos, classificados pela polícia como “um enredo de terror”. O recém-nascido foi encontrada da casa da mulher.

Fabiana e o filho, Gustavo Henrique Pires Maciel, estavam desaparecidos desde a sexta-feira (18), quando saíram de casa em companhia da suspeita. No domingo (20, durante buscas, o corpo do garoto foi encontrado boiando em um lago em uma área de extração de argila no loteamento Tropical, na Zona Sul de Porto Velho. O cadáver de Fabiana foi localizado no dia seguinte, a poucos metros de onde Gustavo estava, por outra irmã dela, que voltou ao local para procurar a vítima.

O corpo estava em uma cova rasa coberto por pedaços de madeira e, de acordo com perícias preliminares, o crânio da mulher apresentava fraturas possivelmente ocasionadas por pauladas ou pedradas. Para a polícia, a criança, que não sabia nadar, foi empurrada do alto de um pequeno morro em direção ao lago e morreu afogada.

Em depoimento, o adolescente suspeito narrou que a garota de 13 anos matou Fabiana a pauladas e pedradas. Ele também contou que Gustavo, ao presenciar o crime, pediu para que a mãe não fosse morta, tentou impedir as agressões e também foi assassinado. De acordo com o relato, a adolescente abriu a barriga da irmã e retirou o bebê.

A suspeita, ouvida pela polícia, alegou ter planejado a morte de Fabiana por ter sofrido um estupro praticado pelo marido dela. “Ela disse que era maltratada pela irmã e relatou ter sido vítima de um abuso sexual por parte do companheiro de Fabiana. Já o adolescente se envolveu na história porque, junto com a mãe, que namora um garimpeiro, tramou simular uma gravidez dela”, detalhou a delegada do caso. Segundo ela, o bebê foi arrancado da barriga da vítima e entregue à suspeita, que pretendia assumir a maternidade dele. A mulher está foragida.

Com informações Portal OP9

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O processo sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar parado no STF (Supremo Tribunal Federal) até pelo menos o mês de dezembro, considerando o pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Antes do fim da sessão da Corte realizada nessa terça-feira (15) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.

Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.Play Video

Gilmar propôs o julgamento unificado das seguintes petições:

  • Pet 16.662: procedimento que reúne o relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e que traz mensagens atribuídas a ele com referências a Moraes (objeto principal do julgamento de terça-feira);
  • Pet 16.704: concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução de apurações do caso Master e estava prevista para ser julgada em 23 de setembro. A proposta também prevê nova distribuição da relatoria após a reunião dos casos e a identificação de magistrados citados nos processos do Banco Master sobre os quais existissem indícios de recebimento de valores ou benefícios (proposta por Moraes).

Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisava ser submetida ao plenário.

Junto a Fachin, estiveram André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Na ala oposta, acompanharam Gilmar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com isso, o STF terminou o dia com 4 votos a 3 para manter a análise separada dos casos sobre Moraes e Mendonça. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação.

Com o pedido de vista de Dino, os 90 dias de intervalo começam a contar. O ministro, pode, se desejar, devolver o caso ao plenário antes de dezembro, quando o prazo limite se encerra. De toda forma, o instrumento que suspendeu a análise do STF coloca a data de julgamentos sobre Moraes e Mendonça em xeque.

A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: a ideia era que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil