Obras no canal Acauã-Araçagi são paralisadas por falta de pagamento

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma) informou nesta sexta-feira (20) que o Consórcio Construtor das obras do Canal Acauã/Araçagi decidiu dar férias coletivas durante 15 dias aos trabalhadores da obra por falta de recursos.

O motivo dos atrasos no pagamento pela Seirhma foi a falta de repasse de recursos federais por parte do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR). No entanto, o governador João Azevêdo em reunião com o ministro do MDR, Gustavo Canuto, conseguiu a autorização para realizar o pagamento com recursos próprios do Estado.

“Depois do período de 15 dias das férias coletivas dos trabalhadores, as obras serão retomadas em ritmo normal, não havendo, portanto, a desmobilização da obra”, diz trecho da nota.

Confira nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma) informa que o Consórcio Construtor das obras do Canal Acauã/Araçagi decidiu dar férias coletivas por 15 dias aos trabalhadores da obra. Há um atraso nos pagamentos por parte da Secretaria, das medições dos três últimos meses, pois não houve o repasse de recursos federais por parte do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR). No entanto, o governador João Azevêdo, em reunião nesta última quarta-feira (18) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, apresentou essa situação e conseguiu que o MDR autorizasse o Governo do Estado a fazer o pagamento com recursos próprios do Estado, referente à contrapartida do convênio, no valor de R$ 21 milhões.
 
Esses recursos estarão disponíveis para pagamento a partir da próxima semana. O Governador obteve também do Ministro o compromisso de buscar a normalização dos repasses dos recursos federais, a partir do próximo mês de outubro.
 
A Seirhma esteve reunida na manhã desta sexta-feira (20) com representantes do consórcio das empresas responsáveis pela construção e ficou acordado que, depois do período de 15 dias das férias coletivas dos trabalhadores, as obras serão retomadas em ritmo normal, não havendo, portanto, a desmobilização da obra.
 
O canal Acauã-Araçagi começou a ser construído há oito anos. É a maior obra hídrica do Estado da Paraíba, com 130,44 km, levando água de Araçagi até o rio Camaratuba, cortando vários municípios, o que possibilita a irrigação de 16 mil hectares, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento da região.
 
É a maior obra hídrica do Estado da Paraíba, beneficiando mais de 600 mil habitantes de 38 municípios. A obra tem um valor total de cerca de R$ 800 milhões.

Com Mais PB

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastaram, juntos, R$ 130,8 milhões durante a campanha do primeiro turno das eleições, segundo dados disponíveis na base do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até a data do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. 

As despesas do candidato do PL somaram R$ 65,19 milhões, R$ 5,47 milhões a menos do que o total arrecadado pela campanha.

Com os gastos atualizados até a última segunda-feira (5), as despesas do candidato do PT totalizam R$ 65,6 milhões, R$ 22 milhões a menos do que os recursos arrecadados.

Apesar de ter registrado mais de R$ 65 milhões em despesas, a campanha do atual presidente realizou o pagamento de apenas 53% desse total: R$ 34,8 milhões.

Além dos gastos com a campanha, Lula fez doações a outros candidatos e partidos na casa de R$ 1 milhão. Já Flávio Bolsonaro não destinou verbas para doações.

Por decisão do TSE, os candidatos à Presidência poderão gastar com as campanhas até R$ 133 milhões, somando os dois turnos.

Candidatos focam em divulgação

A principal despesa de ambos os candidatos foi com “serviços prestados por terceiros”, categoria que abrange despesas genéricas de prestação de serviços para a campanha. Os gastos de Flávio Bolsonaro nessa frente totalizaram R$ 39,6 milhões, enquanto os de Lula somaram R$ 40,7 milhões. 

As duas campanhas escolheram concentrar a estratégia de repasse das verbas para gastos com a promoção das candidaturas. A equipe de Flávio Bolsonaro priorizou o impulsionamento digital da candidatura com R$ 9 milhões em despesas nessa frente, sendo R$ 8 milhões nos últimos 11 dias que antecederam as eleições de primeiro turno. 

Já os gastos da campanha do candidato do PL com promoção de materiais físicos somaram R$ 3,14 milhões em publicidades por adesivos e R$ 57,6 mil com materiais impressos. 

Por outro lado, a campanha de Lula priorizou os gastos com divulgação de material físico, com R$ 3,86 milhões gastos em “publicidade por adesivo” e R$ 3,04 milhões com “publicidade por materiais impressos”. Os gastos com impulsionamento digital na campanha à reeleição somaram R$ 2,69 milhões. 

Outro gasto relevante das campanhas foi com “serviços advocatícios”. Nessa frente, as despesas de Lula somaram R$ 4,02 milhões e as de Flávio, R$ 3,33 milhões. 

Origem dos recursos

Por lei, ambos os candidatos tiveram um limite de gastos de R$ 88,9 milhões para usar com despesas no primeiro turno das eleições. 

As receitas de Lula somam R$ 87,6 milhões de reais, compostos por R$ 85 milhões do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), R$ 2,17 milhões de doações de campanha e R$ 150 mil do fundo partidário. 

Já Flávio Bolsonaro conta, ao todo, com R$ 70,67 milhões, sendo R$ 47 milhões do FEFC, R$ 10,26 milhões de doações para a campanha e R$ 9,65 milhões do fundo partidário. 

Segundo o TSE, os candidatos têm entre 5 de outubro e 3 de novembro para prestar contas referente ao primeiro turno e entre 26 de outubro e 14 de novembro para os gastos do segundo turno. 

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil