Ricardo participa de plenária para o Ato SOS Transposição e diz que Nordeste pode impor derrota ‘a essa coisa estúpida que está ai’

O ex-governador Ricardo Coutinho convocou todos os paraibanos para dar apoio ao evento “SOS Transposição – Grito do Nordeste”, durante coletiva em concedida na tarde desta sexta-feira na Câmara Municipal de Monteiro. O ato acontece em prol da continuidade das obras de transposição do Rio São Francisco.  Atualmente, o canal da transposição no município acumula apenas água das chuvas, porque está com o bombeamento suspenso há cinco meses. O evento acontece em Monteiro, no Cariri Paraibano, no dia 1 de setembro.

Segundo Ricardo,  a imprensa nacional está acompanhando a situação e o Nordeste deve impor uma derrota “a essa coisa estúpida que está aí”, numa alusão indireta ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

“A resistência no Brasil hoje passa pelo Nordeste. A resistência está aqui dentro. O futuro desse país, se ele vai para a bárbarie ou a ignorância total ou não, passa por nós. E nós poderemos ser os primeiros a impor a primeira grande derrota dessa coisa estúpida que está aí. Porque parece que nada atinge. Eu fecho as bombas, renego a água e fica por isso mesmo? Não pode ficar! Nós temos que ter a capacidade de acreditar nisso e de ter união. A transposição é a obra mais importante e talvez uma das mais baratas per capita que esse país já viu. O Brasil já teve muita obra faraônica que não serve. Mas a transposição de R$ 12 bilhões para atender 12 milhões de pessoas… é R$ 1 mil reais por cabeça. Se pensarmos em 10 anos, dá R$ 100 por ano”, disse o ex-governador da Paraíba.

Entre as lideranças que acompanharam Ricardo na coletiva estava o deputado federal Gervásio Maia (PSB). Depois, foi realizada na própria Câmara Municipal de Monteiro, uma plenária com prefeitos, lideranças políticas e representantes dos movimentos sociais do estado para organização da mobilização do dia 1º de setembro, que deve contar com as presenças da presidente nacional do PT, ex-senadora Gleisi Hoffmann e o ex-presidenciável Fernando Haddad.

De Olho no Cariri

Com Polêmica PB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB