Vereadores discutem fechamento de bloco cirúrgico do Hospital de Serra Branca; parlamentares cobram ação do Governo do Estado

O Hospital de Serra Branca, que atende a pelo menos outros 7 municípios da região do Cariri, vivencia um momento delicado. Por recomendação da Agência de Vigilância Sanitária, a unidade teve seu bloco cirúrgico fechado e a principal causa, segundo discutido pelos parlamentares, são problemas de oxidação de alguns equipamentos, que se deterioraram ao longo do tempo.

Não é segredo para ninguém que o hospital possui uma estrutura antiga e muitos dos equipamentos são oriundos ainda do tempo em que a unidade foi adquirida pelo Estado, ainda no Governo de José Maranhão, isso há cerca de 20 anos.

Os vereadores serra-branquenses travaram um longo e sério debate sobre a questão e aprovaram por unanimidade um requerimento à secretária de saúde, Dra. Márcia Dantas, para que sejam repassadas informações oficiais à Câmara sobre a real situação do hospital e sobre o repasse complementar do Governo do Estado, que está atrasado há meses. O requerimento foi solicitado pelo vereador Guilherme Gaudêncio.

Os vereadores Renan Mamed e Kléber Ribeiro travaram um amplo debate sobre a importância do hospital e ao final concordaram de deixar de lado as diferenças políticas para buscar mais investimentos para a unidade, tanto junto ao Governo do Estado, como através de emendas dos parlamentares votados no município.

“O hospital de Serra Branca não é de Souzinha e nem está nessa situação por causa do prefeito. Na verdade, o hospital tem sérias carências devido o seu tempo de uso e a falta de investimentos ao longo de todo esse período. Precisamos agora unir forças para que junta, a classe política possa conquistar uma nova e mais moderna estrutura para o hospital que tão bem faz a nosso povo e a toda a região”, pontuou o vereador Kléber Ribeiro.

Guilherme Gaudêncio, autor da proposta, também enfatizou que para além das diferenças políticas, o hospital de Serra Branca é um bem da cidade e precisa do envolvimento de todos os atores políticos para melhorar sua infra-estrutura.

Sessões em novo dia

O presidente da Câmara, Paulo Sérgio Araújo, ao passo em que saudou todos os vereadores na volta do recesso ainda colocou em votação dois projetos que versam sobre o funcionamento da Casa e ambos foram aprovados. Um deles reduz o recesso parlamentar de 120 para 70 dias e o outro modifica as sessões da sexta para a quinta-feira, o que já passa a valer a partir da próxima semana.

De Olho no Cariri

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB