Deputado se inspira em Bolsonaro e sugere projeto para obrigar exame psicotécnico para candidatos a presidente da República

O deputado estadual Raniery Paulino (MDB) sugeriu, nesta terça-feira (13), um projeto de lei a ser apresentado pelos parlamentares no Congresso, inspirado no presidente Jair Bolsonaro. A propositura é que os candidatos a presidente da República tivessem que ser submetidos a exame psicotécnico. A declaração aconteceu em entrevista na Assembleia Legislativa da Paraíba.

“Sinceramente, falta muito controle e equilíbrio emocional ao presidente. Desejo muito que ele busque isso, espero de verdade. Ele foi eleito legitimamente, ele queira ou não, é o líder maior da nossa nação, hoje, queirão ou não. Mesmo não votando nele, eu reconheço ele dessa forma. Mas eu gostaria que ele tivesse mais equilíbrio, contemporizasse mais e respeitasse as diferenças”, explicou Raniery.

Raniery Paulino argumentou que, para obter carteira de habilitação, é preciso o exame psicotécnico. Para haver essa mudança em relação aos candidatos, a iniciativa teria que partir do Congresso.

“Eu espero que essa entrevista chegue a um senador, a um deputado federal que apresente um projeto de lei, que para ser candidato a exigência é muito grande, mas falta ter o exame de sanidade mental e de aptidão física, deveria ter, sim, o psicotécnico para ser candidato. Pra você dirigir, precisa, e para dirigir uma nação é que precisaria mesmo”, defendeu Raniery.

Com Click PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB