Taperoá sediará Audiência Pública para discutir perenização do Açude Manuel Marcionilo e Rio Taperoá

Um projeto do deputado estadual Moacir Rodrigues propõe a criação de um Ramal do Cariri junto a Transposição do São Francisco em seu eixo leste, que desemboca na Paraíba pelo município de Monteiro. A ideia do deputado e que começa a receber a adesão das lideranças regionais é a construção de uma adutora que levará água do São Francisco até o Rio Taperoá e desta forma interligará os dois principais mananciais correntes que cortam o Cariri.

Para discutir este tema, uma audiência pública será realizada nesta quinta-feira (15), às 16hrs, na Câmara de Taperoá e deve reunir toda a classe política do município, lideranças da região e o próprio autor do projeto, o deputado estadual Moacir Rodrigues.

Segundo o deputado, o Ramal do Cariri ainda possibilitará que o Açude Manuel Marcionilo fique permanentemente com água, uma vez que o Rio Taperoá desemboca para o reservatório.

“O projeto é importante para Taperoá, mas não apenas. Todo o Cariri será beneficiado e o que estamos propondo ultrapassa os interesses particulares de quem quer que seja. Estamos com um projeto viável de interligação de bacias e precisamos mobilizar Governo Federal e Estadual para tirar essa ideia da cabeça e colocá-la em prática”, pontuou Moacir Rodrigues.

O presidente da Câmara Severino José de Brito e o vereador Ailton Paulo estão mobilizando para a audiência desta quinta (15) em Taperoá e já confirmou diversas presenças. O presidente Birino e o vereador Ailton convidam a população e em especial os representantes das instituições de Taperoá para participarem desta importante audiência pública.

De Olho no Cariri

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB